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Águeda: Precipitação forte e… concentrada

por Humberto Almeida em Maio 15,2008

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Lisboa, Setúbal, Sacavém e outros locais, numa segunda--feira 18 deste ano, acordaram debaixo de água.

Ao fim da noite da véspera, estava a ver e ouvir um programa da RTP1, com a jornalista Maria Elisa, e comecei a ficar parvo com a sua conversa, pois estava a levar o programa para domínios políticos e contra a Ditadura e a Direita, sobre o que aconteceu em 1967, com as piores cheias no país.
Está claro que, naquela altura, ninguém sabia de nada e a televisão também não era o que hoje é. O povo de nada sabia e as autoridades também não sabiam de tudo, pois as barracas eram imensas.
Depois, já após a Revolução dos Cravos, na era dos anos 90 tornou a estar feio e por mais de uma vez. Mas já estávamos em liberdade.
Nem de propósito, nessa mesma noite houve o que se viu nas televisões e até se fizeram programas especiais com tempo de antena à farta e para todos os gostos.
Caramba, foi há 34 anos a Revolução e isto cada vez está pior.
Há muitos anos que o Arquitecto Ribeiro Teles e outros técnicos chamam a atenção sobre o assunto, mas nada, pois as Câmaras deixam edificar tudo em todos os lugares, inclusive em leitos de cheia.
Não são só os prédios. São também as auto-estradas, estradas e ruas que se fazem, sem verem se estão a prejudicar o curso normal das águas pluviais.
Depois, são os esgotos que estão obstruídos por todo o tipo de areias e lixo, muito deste deixado pelos construtores. Por outro lado, o pessoal das Juntas e Câmaras, não dá a devida manutenção a esses canais de esgotamento e à limpeza de ribeiros.
Depois, são as matas e terrenos baldios, próximos, que não são limpos e certas pessoas ainda ali despejam tudo e mais alguma coisa, incluindo electrodomésticos. Está claro, quando a chuva cai com certa intensidade, tudo vai para os ribeiros e riachos e que tudo levam à frente. Na parte de águas pluviais, devido a tubos entupidos ou mal dimensionados, as tampas são catapultadas pela pressão, pois a água é o elemento mais forte do planeta e nunca o homem a parará, embora a possa desviar.
O que aconteceu na área da Grade Lisboa, tem acontecido, ou pode acontecer, em muitos locais e a parte baixa de Águeda, não foge à regra.
Muito haveria para dizer, mas …e mais não digo.
n HUMBERTO ALMEIDA


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