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A vaidosa e orgulhosa Águeda que todos conhecemos acaba de levar exemplar lição: a de que não de pode confiar em políticos. E muito menos nos que, faustosamente, se pavoneiam e “incham” nos corredores do poder central e, sem conhecerem coisa certa sobre as realidades locais, sobre ela decidem como lhes apetece e à maré de influências e telefonemas de última hora. 1 - Há questões que se pagam caro, pela ligeireza e leviandade com que se olham e tratam. Quando Águeda ouve dizer, da boca do seu presidente da Câmara, que vai ter o Juízo de Grande Instância Cível, deve acreditar. É pessoa de bem e amante das nossas coisas. Quer o melhor para Águeda. O que o presidente de Câmara não pode é ser tão crédulo, ou ingénuo, que acredite em tudo o que lhe dizem, nos alcatifados gabinetes dos senhores governantes de Lisboa. Às vezes, como se vê, não falam verdade. Ou falam hoje uma verdade, que não é a verdade de amanhã. 2 - A história do Tribunal, hoje, repete outras histórias desta Águeda que perde e se (des)encanta, continuando a tolerar deselegâncias e incumprimentos do Governo e recebendo os seus agentes sempre com fidalgas vestes e tratos finos. Não é que devamos ser menos corteses, mas é preciso saber bater o pé e dizer dos nossos créditos e exigências a essa gente que nos debita impostos e não cumpre promessas. Ou é injusta para com os nossos direitos. 3 - Esta história tem outra face: mostra o que (realmente?) vale Águeda. Águeda sentou-se num trono de gente maior e, envaidecida, não cuida de semear o seu futuro. Vive de imagens do passado e de sonhos e excesso de propaganda! A orgulhosa Águeda que todos conhecemos, forte, poderosa e influente, é agora argamassada em deslumbramentos e algumas leviandades. Paga caro, por isso. 4 - Há a outra Águeda: a que faz. A Delegação da Cruz Vermelha, por exemplo, 30 anos depois de instalada e todos os dias prestadora de serviços, não pára de multiplicar as suas ofertas sociais. Vai comemorar 31 anos e está afirmada na sociedade aguedense e nacional. 5 - A ARCEL, 20 anos de cultura viva e activa em Espinhel. Mesmo sem o “rebuçado” quantas vezes enganador dos subsídios oficiais. Teatro, música e canto coral são futuro de grandes certezas. 6 - O cartão do cidadão chegou a Águeda, via Câmara Municipal. É o primeiro município a funcionar com o dito, desburocratizando identidades pessoais que se perdem numa mão-cheia de cartões. Ora aí está como Águeda sabe estar na frente. E está. * CV
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