ÁGUEDA: CHEIAS DE ÁGUEDA E DE LISBOA
Lisboa, Setúbal, Sacavém e outros locais, na segunda-feira 18 de Fevereiro, acordaram debaixo de água.
Na véspera, ao fim da noite, estava a ver e ouvir o novo programa da RTP1, com a jornalista Maria Elisa, e comecei a ficar parvo com a sua conversa, pois estava a levar o programa para domínios políticos e contra a ditadura e a direita, sobre o que aconteceu em 1967 com as piores cheias no país. Está claro que, naquela altura, ninguém sabia de nada e a televisão também não era o que hoje é. O povo de nada sabia e as autoridades também não sabiam de tudo, pois as barracas eram imensas. Depois, já após a Revolução dos Cravos, na era de 90, tornou a estar feio e por mais de uma vez. Mas já estávamos em liberdade. Nem de propósito, na mesma noite houve o que se está a ver neste momento nas televisões e até vão fazer programas especiais. Hoje, há tempo de antena à farta e para todos os gostos. Caramba, foi, há praticamente 34 anos a revolução e isto cada vez está pior. Há muitos anos que o arquitecto Ribeiro Teles e outros técnicos chamam a atenção sobre o assunto, mas nada, pois as Câmaras, deixam edificar tudo em todos os lugares, inclusive em leitos de cheia. Não são só os prédios. São também as auto-estradas, estradas e ruas que se fazem, sem verem se estão a prejudicarem o curso normal das águas pluviais. Depois, são os esgotos que estão obstruídos por todo o tipo de areias e lixo, muito deste deixado pelos construtores. Por outro lado, o pessoal das Juntas e Câmaras, não dão a devida manutenção a esses canais de esgotamento e à limpeza de ribeiros. Depois são as matas e terrenos baldios, próximos que não são limpos e certas pessoas ainda ali despejam tudo e mais alguma coisa, incluindo electrodomésticos. Está claro, quando a chuva cai com certa intensidade, tudo vai para os ribeiros e riachos e que tudo levam à frente. Na parte do saneamento de águas pluviais, devido a tubos entupidos ou mal dimensionados, as tampas são catapultadas pela pressão, pois a água é o elemento mais forte do planeta e nunca o homem parará o seu caminho, embora o possa desviar. Soube-se agora, pelo Instituto da Meteorologia, que este próximo fim-de-semana, as mesmas zonas, estão novamente expostos a grande pluviosidade e vento. O que aconteceu na área da Grande Lisboa, tem acontecido, ou pode acontecer, em muitos locais e a parte baixa de Águeda não foge à regra. Muito haveria para dizer, mas …e mais não digo.
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