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MACINHATA DO VOUGA: AINDA A RUA DO MONSENHOR

por Alcides Melo em Fevereiro 27,2008

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Grassa descontentamento entre muita gente da freguesia acerca da escolha da rua,   feita pela Junta de Freguesia (JF),  para prestar homenagem a Monsenhor Silva Pereira, que desde que, foi conhecida não agradou a ninguém.

Tão mal a acham que, agora que se fala que a Casa Mortuária já lá não vai ficar dizem: “É um velho e relho caminho do campo que, com casa ou sem casa, não tem nível para conferir qualidade digna, compatível com a dívida de gratidão e de respeito, que Macinhata deve à obra e ao trabalho do homenageado!…
“Não é sítio condigno, não senhor”, disse o prof. Jaime Torres, figura respeitável da sociedade macinhatense, que acompanha com dedicação, e vive com intensidade, os porblemas locais. E sublinhou: “Trazer o nome do Monsenhor para este retiro despovoado e sombrio é um ultraje à sua memória e à sua obra. Porque não levá-lo para a beira da Igreja Paroquial e acabar com o nome Avenida da República e colocar lá o seu?  Isso sim!
Também essa é a opinião (e de muitos outros cidadãos, quando o assunto vem a terreiro) e Amílcar Rodrigues e do prof. António Quaresma (ex-presidentes da JF) e de Armando Rodrigues (ex-presidente da AF) que dizem a propósito: “Se se tivesse pensado nisso no tempo que desempenhámos funções autárquicas, teríamos resolvido o problema, e por aí, sem qualquer mostra de receio. O melhor local é esse”.
Por o local, também a mim, me parecer o mais indicado, compareci a uma sessão da JF (Fevereiro ou Março de 2006) onde tomei a defesa desse argumento. Disse: “Com todos o respeito que a República me merece, o nome Avenida da República devia ser retirado e ficar a chamar-se rua do Monsenhor, porque o mesmo apareceu aqui no tempo em que, amordaçado, o povo não podia “abrir o bico”, emanado, do capricho de algum politico-rico de antanho - em moldes de subserviência aos mui poderosos senhores da nação (e de modo algum em prol do interesse da terra) que terá bradado: Ponham lá Avenida da República” E, ela lá ficou! Não será isso?
E adiantei que nessa avenida são apenas quatro os proproprietários. Dois particulares e só um deles -  Álvaro Lima - é residente (ambos foram muito amigos do Monsenhor) a Igreja Paroquial e o Centro de Bem Estar Social.
Fi-lo para demonstrar que também por esse lado tudo se processaria sem qualquer entrave. Posto isto, esperava que a JF “desse a César o que é de César”, entendesse a arbitrariedade política do nome da dita avenida e democraticamente eleita e legitimamente representante do povo, corrigisse (que a meu ver só lhe ficaria bem) o atropelo ditatorial feito en detrimento dos mais elementares direitos democráticos. “Não colaborou. Preferiu dizer: Não mexo no nome da rua. Pode haver quem não goste. Não estou para criar problemas!”
Será esta a melhor forma de enfrentar os problemas e de encontrar solução para os resolver?! Que o diga quem melhor que eu souber.

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