ÁGUEDA ESTÁ FORA DOS ITINERÁRIOS PRINCIPAIS
Gastaram-se milhões e milhões de euros no arranjo da linha do Norte dos caminhos de ferro. Esses gastos duraram anos e anos. As derrapagens financeiras e de prazos foram sucessivas. Pois bem! A linha continua à espera de melhores dias para que os comboios possam circular, em todos os troços, a velocidades razoáveis, ou seja, a 220 kms./hora como sucede entre a Malaposta e Quintãs. Mesmo a essa velocidade, dá para admirar a pujança do parque industrial de Oliveira do Bairro, mesmo ao lado da linha… * MEGALOMANIA: Começo a perder a esperança dessa melhoria ser feita ainda nos meus dias… até porque a “febre” passou agora para o TGV. O que me leva a perguntar: será que vale a pena investir mais de mil milhões nesse projecto quando, a distância entre Lisboa e Porto poderá ser percorrida em 1h30m na actual linha se a velocidade for a dos 220 kms//hora, como sucede actualmente em alguns troços? Ao que parece, os crâneos que nos governam pensam diferentemente… O que é preciso é ter ambição para projectos megalómanos que em especial interessam a alguns… e de que maneira… O João Cravinho sabe do que fala… * ÁGUEDA DE FORA: É este o meu tema de hoje porque, durante o jantar comemorativo dos 70 anos do engº. Belmiro de Azevedo, veio à baila um desejo seu de ir comer o afamado leitão do Vidal, que eu lhe aconselhara há uns tempos, a exemplo aliás do que também fizera o engº. Adolfo Roque. E a explicação que ele me deu é que agora vem menos vezes a Lisboa e, normalmente, não faz a viagem de automóvel, optando muitas vezes pelo comboio, que não pára em Águeda. Mas deixou-me a convicção de que não tardará muito a ir a Aguada de Cima. Ou seja, Águeda está fora dos itinerários principais. * PASTEIS DE ÁGUEDA: com boa vontade, sempre se poderá utilizar o comboio para se ir até Águeda. Basta até, para tanto, ter pessoa amiga que nos vá buscar à estação e nos leve a passear pelos campos da região, tão bonita e tão apetitosa. Foi o que sucedeu comigo há dias, a caminho do Porto para o tal jantar. Fui a essa minha terra para matar saudades, começando por uma ida ao cemitério e, de seguida, fazer a habitual compra dos folares e dos pastéis com receita da Gininha, que tão apreciados são pelos meus netos e por minha irmã. E logo encontrei dois velhos amigos no estabelecimento do Salvador, na Praça: o José Morais e o João Resende. Conversa saudosa a lembrar velhos tempos e pessoas que já cá não estão… mas que nos trazem à memória o quanto gostamos da nossa terra… * ESTACIONAR: Para estacionar o automóvel, junto ao rio, tive de procurar trocos nos estabelecimentos da zona, o que nem foi fácil… mas ouvi que não valeria a pena porque “eles” não costumam andar por aqui… Fiquei com a sensação de que a Câmara Municipal gasta mais com a fiscalização desse estacionamento do que o produto das máquinas instaladas… com as moedinhas de 10 cêntimos… * PATEIRA: Almoçámos na Pateira de Fermentelos. Uma zona de turismo que parece necessitar de maior e mais publicidade e marketing, a avaliar pelo facto de, à mesa da estalagem, naquele dia, estarem apenas duas pessoa. n ARMANDO ROCHA
PS: Já agora, não resisto a transmitir a minha perplexidade perante o pedido da Câmara de Lisboa de quatro pareceres jurídicos, sim quatro (4), por causa da recusa do Tribunal de Contas ao empréstimo que ela pretende fazer para pagar as dívidas que uns quantos Presidentes permitiram ao longo dos anos, desde Sampaio e João Soares até Santana Lopes. E fico a pensar: quantas pequenas dívidas da Câmara não poderiam ser logo saldadas com todo esse dinheiro que vai, justamente embora, parar aos bolsos dos ilustres jurisconsultos? n AR
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