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REFERENDAR PARA QUÊ, SE LÁ NÃO MANDAMOS NADA?!

por NELSON LEAL em Janeiro 30,2008

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Terão cabimento as exigências da nossa esquerda parlamentar em se promover um referendo sobre o Tratado Constitucional Europeu, cozinhado pelas vinte e tal tribos que constituem a União Europeia, sob a apertada vigilância e rigoroso controle da Alemanha, França e Inglaterra e no meio do maior secretismo?
Não!... Penso que não… Para quê alimentar ainda mais esta imensa hipocrisia? Muito mais fundamento haveria, em promovê-lo em 1986, quando para lá entrámos, sem o povo, na época, ser ouvido ou achado. Há quem ainda pense que “mais vale ser rei por um dia, do que escravo por toda a vida”, mas são uns tantos nostálgicos poetas de valores pátrios, que se perderam nos campos de batalhas perdidas. Hoje, os valores são outros, têm conteúdo, têm poder, têm cifrão e os mandantes de agora já não têm pachorra para “fazer de conta” que ouvem a voz do povo, quando outros valores bem mais altos se alevantam… O dinheiro que nos mandam tudo justifica, até a nossa independência…
E depois… quem de nós se daria ao luxo de ler umas 852 páginas que constituem o Tratado, que mais não é que uma cartilha encomendada pelo poder económico e financeiro mundial para formatar a Europa aos seus secretos interesses? Duvida? Então repare:
- a) A Constituição só poderá ser modificada em caso de unanimidade, ou seja, é virtualmente inalterável;
- b) A Constituição sobrepõe-se ao direito dos países membros;
- c) Sobre o espírito do tratado, saiba o meu amigo que a palavra “banco” aparece nesta bíblia liberal 176 vezes, a palavra “mercado”, 78, a palavra concorrência, 174, a palavra “progresso social”, 3 e a palavra “fraternidade”, 0 (Zero)! Vá lá, a palavra “serviço público” aparece uma, nas ajudas na coordenação dos transportes (Art. 111-238).
- d) Nada se diz sobre “direito ao trabalho”, “direito ao rendimento mínimo”, “direito ao salário mínimo”, “direito à reforma”, “à saúde” ou a “um alojamento decente”. Apenas, num pudico gesto de penitência, lá arrumam num canto a expressão ”direito a trabalhar” (Art. 11-75).
- e) Quanto aos serviços públicos, esta linda Constituição prevê que sejam privatizados e abertos à concorrência;
- f) As ajudas públicas são interditas (Art. 111-166-2);
- g) A referência comum das políticas militares da união Europeia é a NATO (Art. 1-41-7);
- h) A iniciativa de propor leis deixa de ser do âmbito dos parlamentos nacionais, sendo da competência da Comissão Europeia  ou Conselho de Ministros (Art 1-26-2);
- i) A prioridade económica da UE deixa de ser, como é uso e costume na generalidade dos países ocidentais, o desemprego ou o produto, mas sim, a inflação (Art. 1-3-3);
- j) O Banco Central é completamente independente de todos os poderes (Ou seja, os grandes interesses dos grandes países lá representados são soberanos) (Art. 1-30-3), não tendo a UE quaisquer instrumentos de gestão da política monetária;
- k) Em caso de guerra, a grande prioridade dos Estados Membros, de acordo com o Art. 111-131, deverá ser evitar que o mercado “seja perturbado. (Faz-me lembrar a política de “apaziguamento” do MNE inglês, Sir Chamberlain, aquando do Anchsluss austríaco e da ocupação da Checoslováquia, por parte de Hitler, em nome dos superiores interesses da Grã-Bretanha e que deu no que deu!...
Caro leitor:
Acha que os nossos políticos gostariam de discutir tão melindrosos assuntos na praça pública? Só se fossem despidos de qualquer ponta de juízo!... Para tolo, já basta o povo! Assim é que as coisas devem ser: eles mandam e nós obedecemos, cada macaco no seu galho. Harmonia, meus senhores, harmonia…
A bem da Nação.
n NL

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