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As 20 freguesias de Águeda queixam-se do estado das vias rodoviárias e os presidentes de Junta dão voz ao coro de protestos populares contra os mil buracos que periclitam a segurança do tráfego rodoviário e lesam a tesouraria dos donos das viaturas automóveis - que, de quando em vez, lá têm de ir à oficina. 1 - Isto acontece, porquê? Porque os pisos das estradas, das ruas e dos caminhos do município estão aquém do que deviam, nalguns casos estão bem mal, e são as viaturas, em primeira mão, que sofrem as consequências primeiras. Sofrem as viaturas e as pessoas, vítimas de acidentes - e quantos deles são mortais. Isto acontece numa semana em que, após 20 anos de espera (ou mais...), a minha rua foi reasfaltada, pelo que nem se põe o caso, aqui, a reinvindicar qualquer interesse pessoal. O que se passa, no domínio da segurança rodoviária, vale imensamente mais que um qualquer interesse particular. O que aqui realmente preocupa - e vejo que também sensibiliza a Câmara Municipal - é seguramente a razão de tanta gente, sobre questão de sgurança que a todos interessa. 2 - Os protestos dos presidentes das Juntas de Freguesia fazem sublinhar um dado curioso: fazem-se ouvir, contestanto o que amargura as suas comunidades. Reinvindicam, mesmo que galgando fronteiras de afectividades político-partidárias. O que leva a concluir, sem dúvidas, que vai mal o estado das estradas do município. Disso sobra, por ora, o consôlo de sabermos que a Câmara tem elencadas as falhas e que, entre mais uma e outra festas e algum anúncio de mais projectos, irá seguramente tapando alguns dos muitos buracos das nossas estradas. 3 - Jorge Almeida, vice-presidente da Câmara e responsável pelo sector, aponta o dedo a um facto que todos conhecemos e ninguém resolve: a abertura de valas que, indiscriminadamente, é feita para o mais variado tipo de obras públicas - saneamentos, águas e gás, por exemplo. Assim, não há projecto de requalificação dos pisos que resista. Asfalta-se a estrada, abre-se uma vala. Tapa-se vala, abre-se outra ao lado. Algum dia o Estado coordenará serviços para poupar dinheiro. Assim comece a sair do bolso de quem (mal) ordena o custo desta bagunça de valas e buracos. n CV
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