Incio : Regional : Encerramento do Vale do Vouga gera uma onda de contestação
Encerramento do Vale do Vouga gera uma onda de contestação
Jorge Henrique Almeida, vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda e grande entusiasta do Vale do Vouga, considera que “é um absurdo pretenderem fechar a linha, depois do investimento que foi e continua a ser feito”.
“Sabemos que todas as explorações ferroviárias são deficitárias, com excepção do troço gerido pela FERTAGUS, que atravessa o Tejo, mas também sabemos que a procura da Linha do Vale do Vouga tem vindo a crescer nos últimos tempos, segundo dados oficiais revelados pela própria CP”, disse o autarca. “O que sabemos sobre o encerramento é pela comunicação social e estamos à espera de um anúncio oficial”, revelou o vice-presidente do município, convencido que o fecho da linha “vai provocar complicações a muitos dos utentes do comboio", até porque - acrescentou - "a viagem de automóvel demora o dobro do tempo, à hora de ponta”.
FECHO DEPOIS DE... GRANDE INVESTIMENTO
A intenção agora revelada e vertida no Plano Estratégico dos Transportes é tão mais estranha porque decorreram menos de três anos sobre a assinatura de um protocolo entre a REFER e a Câmara Municipal de Águeda, para a supressão e reclassificação de 29 passagens de nível, numa cerimónia que contou com a presença da então Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. O protocolo, rubricado em 18 de Fevereiro de 2009, previa um investimento na ordem dos 2,3 milhões de euros (só no troço que atravessa Águeda), suportados, quase na totalidade, pela REFER, numa intervenção que procurou a melhoria das condições de operacionalidade do caminho de ferro e de segurança na circulação ferroviária, rodoviária e pedonal.
771 vezes lido
|