PCP contra encerramento da Linha do Vale do Vouga
por SP em Dezembro 02,2011
O PCP recomendou a revogação imediata da desactivação do serviço de passageiros da Linha do Vouga. E realizou, a 30 de Novembro, uma acção em sua defesa, na estação de Águeda.
O projecto apresentado na Assembleia da República, pelo seu Grupo Parlamentar, lembra que a linha tem cerca de 97 kms. e os seus fluxos situavam-se, em 2009, na ordem dos 1.400 passageiros/dia, nos dois sentidos, entre Aveiro e Águeda. Ao longo da linha, a MoveAveiro transporta diariamente cerca de 1.000 passageiros, complementando a do Vouga para a periferia deste concelho. Foi realizado o investimento de 3,7 milhões de euros na supressão das passagens de nível e 2 milhões na melhoria das condições de segurança e circulação, nomeadamente no reforço de balastros e taludes e substituição de carris, que ainda se encontram em curso. Os resultados alcançados traduziram-se no aumento de 30% do número de utilizadores habituais, o que, em 2010, representou 610 mil passageiros. “A sua desactivação contraria as mais recentes orientações estratégicas sobre a promoção da Mobilidade Sustentável”, diz o PCP, citando documentos da União Europeia (“Livro Verde - Por uma nova cultura de mobilidade urbana “) e do próprio Governo Português. Contraria, inclusivamente, moções de Assembleias Municipais (S. João da Madeira, Espinho, Oliveira de Azeméis, Águeda, Aveiro, entre outros) e Assembleia Metropolitana do Porto, no sentido da requalificação e recuperação da Linha do Vale do Vouga. Os comunistas sublinham que “a modernização da linha pode ser a grande oportunidade para a regeneração urbana e de intervenções de requalificação ao longo do seu corredor”. O Grupo Parlamentar do PCP, por isso, sugeriu “a revogação imediata da desactivação do serviço de passageiros da linha do Vouga” e “a elaboração, ouvidos os municípios envolvidos, de um Plano de Requalificação e Modernização do Vale do Vouga, até Maio de 2012, mantendo a concessão e exploração com carácter público”.
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