Deputados contra o fecho do Vale do Vouga
O deputado Raúl de Almeida (CDS-PP), defendeu o projecto de resolução que recomenda ao Governo que “pondere a desativação da Linha do Vouga, com base na sua viabilidade”. Paulo Cavaleiro (PSD) frisou, o aumento considerável de passageiros” e Pedro Filipe Soares (BE), afirmou que “a linha não pode ser encerrada”.
O documento centrista foi aprovado por CDS, PSD e PS e recomenda à tutela que, antes do encerramento da Linha do Vouga, considere o investimento realizado pela REFER nos últimos três anos (3,7 milhões de euros), bem como a existência de potenciais externalidades positivas ao nível social, económico e ambiental e entidades privadas interessadas na exploração da linha.
Bloco contra encerramento
O Bloco de Esquerda levou a debate na Assembleia da República uma iniciativa legislativa para impedir o encerramento da Linha do Vouga. O deputado Pedro Filipe Soares referiu que “a Linha do Vouga não pode ser encerrada, conforme o Governo definiu no Plano Estratégico de Transportes” e frisou que “o Governo só quer ver parte da realidade”. “Já reconhece que a Linha do Vouga é a linha de via estreita com menor custo por passageiro/km., mas não diz que aumentou em 30% o número de passageiros, desde 2010, como resultado de uma melhor adequação da oferta à necessidade das populações”
PSD quer exemplo de sustentabilidade
Paulo Cavaleiro (PSD) defendeu a modernização do Vale do Vouga e, na defesa do projecto de resolução (aprovado por PSD e CDS), afirmou que o potencial da linha poderá tornar-se “num exemplo de sustentabilidade”. O deputado sublinhou que a Linha tem duas realidades distintas - as ligações Espinho/Águeda e Águeda/Aveiro. Paulo Cavaleiro lembrou que, nesta última e desde Setembro de 2010, “houve aumento considerável de passageiros, graças a ajustamentos nos horários”. E acredita que a ligação à Linha do Norte, em Espinho, com a consequente eletricficação, “é hipótese que pode e deve ser considerada”, porque a Linha do Vouga “tem muito potencial, já que passa por grandes aglomerados populacionais e beneficiou de investimentos recentes”.
863 vezes lido
|