UMA MORTANDADE QUE ENTRISTECEU OS DOIS POETAS
por SP em Janeiro 03,2008
O Brás dos Kiwis e o Poeta Catula estavam tristes e acabrunhados no Largo do Botaréu, a olhar o rio e os milhares de peixes mortos e moribundos que boiavam na água que uma qualquer indústria tinha poluído. Uma mortandade que entristeceu as pessoas e principalmente aqueles dois poetas, por cujas faces rolavam grossas e copiosas lágrimas. E começaram a fazer versos, versos populares, que são a especialidade de ambos. Um cantava uma estrofe, o outro respondia: Brás: Catula, não chores mais Pela nossa grande amizade Mas que grandes animais Fizeram esta mortandade!
Catula: Essa rima é bestial Pobres peixinhos, coitados Que morrem empanzinados Com veneno industrial!
Brás: Mas muita água em auto -tanques O Clube vai transportar E alguns peixinhos moribundos Ainda hão-de ressuscitar!!!
Catula: Mas têm que ser pescados Em redes de malha fina E vão ser mudados Para água sem veneno, nem naftalina!
Brás O Clube pediu emprestadas Para salvar os animais Ali em Óis da Ribeira Redes de pesca ilegais.
Catula: Tiveste uma boa ideia Pois tens um bom coração Vão-se salvar os peixinhos Com a tua boa acção
Brás e Catula em coro: Nadam alegres os peixinhos Acabou a nossa mágoa Porque o Clube foi buscar Muitos auto-tanques de água
E emprestaram-lhe os de Óis Para pescar os peixinhos Redes de malha fina, ilegais, Mas os pobres animais Lá continuam vivinhos!
Viva o Clube da Venda Nova Que fez uma boa acção E o Catula e o Brás Fizeram esta canção E agora vamos todos Cantar o nosso Malhão!
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