SP Nº. 8502
O ano de 2007 está já para trás das costas e não foi muito diferente dos anteriores. Águeda, para o bem e para o mal, continua com os mesmos problemas, que dependem da ordem nacional e local: vamos continuar a falar do hospital, do acesso à auto-estrada, da via rápida para Aveiro, da barragem da Redonda, do pavilhão multi-usos, da pateira ajacintizada, da serra desertificada, dos pólos educativos, no rio que é o que é, na poluição que nos sobra, da politica que não se entende, blá, blá, blá... 1 - Intencionalmente, reli o que, há pouco mais dois anos, se escreveu como promessas eleitorais para uma Águeda melhor, mais feliz, mais moderna, menos assimétrica, mais progressiva e igual. Foi tempo perdido. Já muitas vezes li a mesma coisa e já nem consigo distinguir (digo eu...) a verdade da habilidade, o artifício da mentira. E, aqui lembrado que um actor presente da política local, em plena Assembleia Municipal, disse um dia que promessas de políticos não seriam para cumprir, interrogo-me sobre o que andamos por cá a fazer todos: os que mentem, prometendo o que não devem, nem podem; os que, inocentemente, aceitam promessas como sortilégios de Deus. 2 - Soberania do Povo é casa e jornal onde faço cidadania desde Fevereiro de 1969 - era eu jovem estudante da hoje Escola Secundária Marques de Castilho e aqui chegando pela mão, entusiasmo e carinho do prof. Elmano de Vasconcelos. Era a SP de Manuel José Homem de Mello, Conde de Águeda. De Armor Pires Mota, José Amadeu e António Castanheira. SP mudou muito, desde então, sucessivamente adaptada aos tempos e galgando fronteiras e desafios que só os melhores sabem e conseguem ganhar. SP entra dia 1 de Janeiro no 130º. ano de publicação, a que dei mais de 70% minha vida, em mais de um terço da história do jornal. SP é um projecto sólido, editorial e financeiramente. Poderei dizer aos meus netos que participo(ei) de uma obra que prestigia e defende os valores e interesses de Águeda. Oxalá sempre o consiga
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