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Actualidade: A pobreza de quem nos (des)governa

por CESAR MARQUES em Setembro 12,2012

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Há pessoas que só crescem fisica mas não intelectualmente. Ficam parados no tempo, talvez por falta de um trabalho profissional responsável, que lhes dê outros conhecimentos e visão de vida.

Refiro-me aos políticos que nos governam, pois o povo (os mais vulneráveis e os trabalhadores) só lhes serve para sacarem o voto, porque, depois de servidos, sacam-lhes os seus poucos rendimentos, até ao último cêntimo.
Por falta de preparação e maturidade, pouco lhes importa que o povo tenha fome, ou não tenha um salário capaz de mitigar a fome à família. O que lhes importa, isso sim, a esses políticos, é que as gorduras não lhes faltem e aos seus amigos.
A austeridade, se necessária, terá que ser equitativa.
Não é um grito de revolta, mas antes um sentimento de angústia e mau-estar que sinto perante a injustiça, ao ver tanta falta de humanismo e sensatez, naqueles que esperaria nos dessem bons exemplos; exemplos para uma sociedade mais igualitária, onde o fosso entre os ricos e pobres fosse menor; onde houvesse mais respeito dos governantes para com os governados. Em suma, um país mais solidário, da parte de quem nos governa.
Como podem os nossos políticos dormir descansados, quando sabem que é condenado um sem-abrigo que retira da prateleira de um estabelecimento comercial, produtos no valor de 25 euros para matar a fome e um pobre agricultor que, no final de um árduo dia de trabalho, regressa a casa, montado na sua carroça puxada por um jumento, lhe é diagnosticado álcool no sangue, que quem sabe, por falta de uma refeição capaz, é condenado em tribunal, mas não tendo o valor da coima, para pagamento da pena, ali quer deixar o seu burro, como aval.
Não quero ir mais longe com a minha indignação, mas farei minhas as palavras do brasileiro Jô Soares: “E os outros?”. Neste momento tudo é possível neste país e, como diz um conhecido constitucionalista, “só falta ver uma vaca a voar”.
n CÉSAR MARQUES



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