Os escravos do século XXI
Desde há aproximadamente três anos que não sinto qualquer vontade de escrever, mas nesta manhã de domingo, com o um sol estival a entrar pela minha janela, sou convidado a, sem queixumes, pieguices ou azedumes, segredar à passividade deste pedaço de papel a tristeza que me vai na alma por ver o nosso País governado com tanta incompetência, falta de carácter e vergonha. Poucas são as excepções! Quando a maioria do povo está na miséria, o “caine-mor”, do alto da sua expugnável torre, comanda os “Camarilla”, os “Masquerade”, ou os “Sabbat” que perseguem um ponto comum, para eles, sagrado. Fazem votos de silêncio nas falcatruas e procuram manter, nas vicissitudes do sistema, a perseverança, com o objectivo, único, de controlar a espécie humana como fonte do seu alimento! Cada vampiro suga mais e o mais que pode, deixando no terreiro as carcaças para as hienas, que estão no escalão inferior, fazerem a limpeza e os últimos despojos irão parar a algum sucateiro do sistema! Quando meninos, ensinaram-nos a amar a Família e o semelhante, a Pátria, a Língua e a Bandeira, símbolos indentificadores e sagrados do clã, mas eis que, de repente, o conceito de família é inquinado pela depravação. Apoiam-se os abortos e abandonam-se as jovens e corajosas mamãs, à sua sorte! Apoiam-se e protegem-se as aberrações e desprezam-se, ou ignoram-se, as leis da natureza! A Pátria é hipotecada e vendida aos talhões, em hasta pública! A Língua mãe, daqui por mais uns anos, é difícil saber se é originária do latim com influência grega, se dos Apaches da América, dos Índios do sertão ou de alguma tribo exótica africana! Quanto à Bandeira, de tão desrespeitada que é, está tão desbotada como a Pátria que simboliza. Compete a todos os Governos proteger os cidadãos mais débeis (desempregados ou à procura do primeiro emprego). Em vez disso, recorrem aos cartéis de recrutamento de mão-de-obra para os serviços públicos e impõem como regra básica o mais baixo preço. Não têm escrúpulos de oferecer a pessoas licenciadas um salário a rondar o mínimo nacional obrigatório, para pessoas sem classificações nem experiência, em início de carreira. Ninguém decente pode ficar indiferente ao recrudescer de uma prática condenada por todos aqueles que vêem no outro um ser humano, mas estes Governos tomam-nos como mercadoria: eles são os únicos com “alma”! Eles que, em proveito próprio, põem os trabalhadores em leilão, para arrematar pelo mais baixo preço, valendo-se da fragilidade em que se encontram os desempregados e suas famílias. Quem assim procede, se alguma vez a teve, perde a dignidade que é devida a quem tem a superior obrigação de proteger-nos da lei do mais forte e, num País politicamente civilizado, perderia também a legitimidade de representar o Povo! A escravatura foi uma prática usada no século XVI e os portugueses foram peritos. Parece que passados 500 anos, alguns governantes estão a tomar-lhe o gosto! Como se já não bastasse a exploração usada por alguns desqualificados patrões, agora o governo promove as máfias do trabalho, contratando cartéis de recrutamento de mão-de-obra com sabor a escravatura. Hoje são os enfermeiros, amanhã serão os médicos, depois os professores a passar pela mesma humilhação! É o resultado da incompetência dos jotas, quase sempre falhados universitários e que procuram na governação resolver problemas em atraso. Chegados ao governo sem qualquer mérito, batem à porta da faculdade exibem a cor do cartão e perguntam: "Dá licença? Ao que o catedrático responde: Está licenciado!". A partir deste momento, pode exibir o DR. n a.a.silva - 2012-07-08
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