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Os portugueses estão a ver-se gregos para se defenderem da crise e muitos já não têm como dar resposta a tudo quanto o governo pede e exige, debita e saca dos bolsos de quem, por ganhar algum dinheiro, tem de dar a maior parte ao Estado. 1 - Há famílias em estado desesperado, com prestações para pagar da casa, do automóvel, dos seguros, dos móveis e tudo quanto comprou a crédito. Que era fácil e agora não existe. Dizem-me que há famílias a passar fome, aqui em Águeda, nas nossas barbas, à beira da nossa soleira. 2 - As instituições que habitualmente apoiam esta gente de quinhão pior (e não importa porquê, se com culpa, ou sem ele...) estão de prateleiras vazias. "Já não temos o que distribuir, é uma dor de alma", disse um dirigente associativo, já sem capacidade de resposta para quem lhe bate à porta, todos os dias, a pedir com que matar a fome e apoio para a farmácia. 3 - O Estado, esse, rebola-se em fantasias, em teorias, em faltas de respeito. O 1º. Ministro toma o desemprego como uma espécie de jogo floral para os seus devaneios intelectuais e políticos, sob o qual debita banalidades. E nem franze o sobrolho, sequer, em respeito mínimo por quem sofre as amarguras do desemprego e da vacuidade e irresponsabilidade do chão governativo. 4 - Um 1º. ministro que ousa admitir que o futuro dos portugueses está na emigração - que é esta uma oportunidade!!! - bem merecia umas palmadas num certo sítio e ser corrido do pouso onde parece não saber estar. O êxodo dos nossos melhores, faz-nos mais pobres. Se mal estamos, pior ficaremos! n CV
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