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A magistrada Maria José Morgado disse na televisão que há juízes a passar fome. Francamente, não acreditamos. Mas há fome à nossa beira, perto da nossa soleira, em lares que já foram de mesa farta. 1 - A tal dívida soberana - que não sei se alguém sabe bem o que é e, sabendo, quanto vale... - está a atrofiar o país, as instituições, a economia, as empresas, as famílias e as pessoas. 2 - A juíza disse que há «magistrados, funcionários e polícias a passar fome» e o próprio Presidente da República se queixou que a reforma não lhe dá para as despesas. Isto ouve-se (ou lê-se...) e nem dá para acreditar. É de pasmar! 3 - O país que somos está de tanga - como diria Durão Barroso. E a passar fome. Mas gastou (e gasta) balúrdios em tudo quanto era (é) negócios a favorecer privados em desfavor do Estado. E em mordomias que para si decide, quem pode e manda. 4 - O cidadão comum, com 30 ou 40 anos, ou mais, de contribuição para a segurança social, vê-se esbulhado na reforma - já de si magra e mais curta que o mês. Isto é, o Estado não assume os seus compromissos para com os cidadãos e continua a exigir-lhe sacrifícios. E a gastar sem controlo 4 - Os medicamentos, o pão, os combustíveis, o gás, a electricidade, a água, o saneamento, os impostos, tudo aumenta! Até o descaramento da classe política não deixa de medrar e entrar nos nossos bolsos. 5 - É este o Portugal que vamos deixar de herança aos vindouros. n CV
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