Eleições
Uma vez mais o povo deu razão a quantos nele teimam em acreditar. Com louvável serenidade e intuitiva sapiência, votou como era de esperar que votasse. Uma vez mais a democracia “passou” no exame “com louvor e distinção...”. A tarefa que aguarda os novos dirigentes não merece a inveja de quem quer que seja, bem pelo contrário. O governo que sai, deixa atrás de si uma tão gigantesca soma de problemas que poderá parecer irresponsabilidade aceitar intentar resolvê-los. Mas a hora não é de “balanço”. A hora é de acção. Como será que o país vai conseguir honrar os compromissos assumidos, liquidando a tempo e horas, sem se exaurir, qualquer coisa como 100 mil milhões de euros, eis um mistério difícil de descobrir. Por mim, confesso desde já que não acredito. Mas se for capaz de levar a “cruz até ao Calvário e a carta a Garcia”, haverá sério motivo de reconhecimento e admiração. Veremos como decorrerão os primeiros 100 dias, para nos pronunciarmos. Tudo poderá acontecer : a catástrofe irremediável ou a Primavera florida. Como cantam os britânicos: "Gode save the Queen». Deus nos proteja. Se é que O há. E, se havendo, que esteja na disposição de nos ajudar… M. J. HOMEM DE MELLO Director Honorário SP
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