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De mal a pior...

por Manuel José Homem Mello em Maio 25,2011

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Portugal vai, efectivamente,
de mal a pior.
A situação faz recordar o que se passa com os doentes hospitalizados em estado comatoso - em coma real, ou em coma induzido - que não se dão conta do perigo que correm e que teimam agarrar-se à vida, na esperança de um qualquer “milagre”.
Pois não obstante a tristíssima realidade, parece que os portugueses se dispõem a renovar a confiança política naqueles que arrastaram o país para a calamidade por todos conhecida e até reconhecida ou, em alternativa, mostram-se dispostos a entregar as rédeas da governação àqueles que têm partilhado, praticamente desde o 25 de Abril, os cadeirões do poder  e que, por isso mesmo, são tão culpados quanto os primeiros, para já não referir a impreparação que têm evidenciado no decurso da campanha eleitoral.
Quer isto dizer que os portugueses, além de outros defeitos, parecem ter enveredado pela senda do sadomasoquismo. Quanto pior são governados, mais votos proporcionam a quem tão mal serve os interesses que lhe foram confiados.
Completaram-se mais de 40 anos desde o dia em que, ao redor das 10 da manhã, o telefone da minha casa tocou a rebate. O director da Escola Alemã onde matriculara meus filhos comunicava-me que deveria comparecer urgentemente, uma vez que o mais velho deles – de seu nome, João Manuel – aparentava graves sintomas de doença súbita, sem dar acordo de si.
Corri pressuroso ao local, regressando a casa já com o doente entregue aos cuidados do pediatra que assistia aos meus filhos, o saudoso Dr. Jacolme Delfim. “O João está muito mal (disse ele), vamos ver se conseguimos salvá--lo. A intoxicação devida à ingestão de salmonelas é fulminante e muitas vezes não se consegue debelar.”
Felizmente que tudo acabou em bem. O João Manuel regressou à vida que parecia abandoná-lo em tão tenra idade. Mas, ao longo de muitos anos, tornou-se-lhe impossível comer ovos e respectivos derivados - que tinham posto a sua vida em perigo.
 Oxalá o mesmo venha a acontecer a Portugal e o “enjoo democrático” provocado pela terrível bactéria da incompetência governativa possa ser vencido salvando, na expressiva  expressão de Mário Vargas Llosa, a nossa combalida “Pátria Xica”.
n M. J. HOMEM DE MELLO - Director Honorário SP


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