header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Estes e outros Carnavais...

por Luísa Mello em Maro 17,2011

image

Que quarta-feira mais ansiosa! Todo o dia em cima do acontecimento que será o resultado da ida a Berlim de Sócrates (acompanhado do seu fiel Milou, lembram-se do Tim-Tim?) para prestar contas, ao vivo e a cores à patroa desta nossa quinta europeia, na qual, infelizmente, nós somos a parte do restolho.
Que mais nos irá acontecer?! Pagar o ar que respiramos e demais taxas e tarifas? Respirar de vagarinho e com pausas para não poluír o ar, como, salvo seja, os bovídeos? Comer por dia um pão filho único e sem nada dentro, que o tempo não é de luxos  e o que se lhe mete entra a códea e o miolo faz colesterol? Manter os transportes públicos  em greve permanente, em vez de intercalada, para poupança de pneus e gasolina? Regressar à Idade-Média em que se trabalhava de sol a sol (a luz électrica vinha de longe!) e assim poupar energia e energias?   Racionar as palavras, não por falta de liberdade mas pela de fôlego? O que não passa pela cabeça de uma portuguesa subalterna e aperreada!! Afinal, suspiremos de alívio, a Suserana chamou o vassalo para fazerem tagatés um ao outro. Era escusado: bastavam e-mails ternurentos, poupava-se no caminho e não havia desilusões com a manutenção dos altos juros para  a dívida soberana, a marimbarem-se para o “rendez-vous”.
n  O busilis é que estes “gatos” são capazes de estarem escondidos e nem sequer com o rabo de fora. Sócrates, disse a patroa, tem feito trabalho digno de encómios - que cá para nós, aqui dentro -, tem tido o mesmo efeito de andar a tirar chupa-chupas da boca de crianças, ou emplastros das costas dos velhos. Fora a velhacaria de fazer das novas gerações parvos chapados e dos meia-idade bodes expiatórios por terem nascido quando nasceram!
Congratulations! Não me apetece dizer parabéns em bom Português, que ficava cheia de azia. E quanto ao resto dos efeitos reais do encontro é só esperar que os gatos deitem o rabo de fora…
Em caso desesperado, manda-se fazer uma réplica da arca de Noé, nos estaleiros de Viana do Castelo, e ala que se  que se faz tarde, que temos o Oceano Atlântico à nossa porta!
Como nada anda mais à vontade de Deus do que o tempo, o Carnaval tem sido gélido e chuvoso. A mim, nunca esta época do ano entusiasmou muito. Talvez no antigamente aquelas festas que, pelo menos em Lisboa se chamavam “assaltos”. Grupos de amigos mascarados a entrar porta dentro de outro amigo, portadores de víveres que bastassem para o resto da noitada, com a conivência atempada dos pais do “assaltado”. Era giro e o espírito era de grande folia, mesmo que as bebibas não passassem de laranjadas e capilés, (para quem nunca tenha “visto mais gordo”, água, café, açúcar e sumo de limão). Como todos nos conhecíamos bem, os “perigos” eram nulos e a convivência divertidíssima: uma festa trapalhona e genuinamente de entrudo. Tantos anos passados, assaltos há-os  todos os dias e não são nem inocentes nem divertidos. Só frequentemente mascarados. Para quem se não diverte a tiritar de frio, resta para nós outros o “garrote” ao pescoço…
Por isso, os carnavais de agora se me assemelhem a remendos estridentes sobre pano escuro e sem brilho. Excepção aos carnavais trapalhões das localidades mais pequenos, espontâneos e realmente divertidos e genuínos. Hoje, domingo-gordo", festejo no conforto do meu cantinho, ouvindo no aparelho de som Ana Moura e Camané, os meus Amália e Carlos do Carmo do presente. Em domingo de Carnaval, imagine-se!! Como dizia alguém cujo nome não recordo, mas oportuno que só ele, "nada inspira mais liberdade que uma folha de papel em branco". Ou, como escrevia Niectzhe, "quão pouco é preciso para ser feliz! Sem música a vida seria um erro". A cada um a música que mais aprecia, depreende-se.

Ainda a tempo: O senhor 1º. Ministro foi a Viseu a qualquer encontro para entusiastas da sua candidatura a secretário-geral do PS. Pouco entusiasmados deviam estar alguns jovens da geração encalhada que OUSARAM interpelá-lo, pedindo que os ouvisse já se sabe pr'a quê. Calou!! Xiu!! “Rua, que é sala de cães”!
Comentário para  a comunicação social: é carnaval, foi um episódio carnavalesco, pena é não venham jantar com a malta… Já passei há mil anos a geração empancada, mas daqui lhe digo: e se o senhor fosse jogar ao Carnaval para  a Líbia com o seu amigo Khadafi?! Até escusavam de se mascarar, que cada um, a seu modo, mascarado já anda!…


1441 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados