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O anúncio das intenções do governo nos entrar nos bolsos chegou-nos disfarçado de proposta de Orçamento Geral do Estado para 2011. E não adianta chorar: é pagar (quem puder...) e calar! Poderemos ao menos reclamar? 1. Reclamar, reclamar... podemos. Mas não adianta grande coisa. As asneiras corridas de anos de desgovernação, de gastar à fartazana, de consumir o que se podia e não podia, de irresponsabilidade e de devaneio governamentais, vão ser pagos pelos contribuintes em anos de sacrifícios que, aos dias de hoje, nem podemos imaginar. Vão ser pagas por quem menos pode e menos culpa tem: as classes média e baixa. 2 - O governo, em boa verdade, andou por aí a olhar o país de forma autista, fazenda renda e bordados de promessas, mas sem pano para a manga, sem passada para o salto económico que prometia. Governa(va) um país que não é o que nós sentimos. O país real. O país que o povo vive. 3. O governo, agora e como se nada fosse com dele, entra-nos nos bolsos, espreme-nos até ao tutano e põe-nos um garrote no pescoço - para nos atafegar. Vamos ver quem se salva. 4- Um século e cinco anos é a bonita idade da Banda Alvarense . Que por aí anda, país fora, a semear cultura e futuro. O sonho está em partitura de esperança: ter uma sede nova. A direcção, os alvarenses e os amigos saberão, seguramente, como atapetar a pauta. 5 - O Orfeão de Águeda evocou o trágico acidente de há um ano. Fê-lo de forma emotiva e intimista. E celebrando a vida. É a melhor homenagem que se pode fazer a quem parte. Mas fica! n CV
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