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Águeda veste as suas roupas domingueiras para, até domingo, fazer festa em volta do leitão - que consagra a terra e os seus costumes gastronómicos por todo o país e para além das fronteiras. 1 - A guerra, de há anos, sobre a identidade criadora do famoso pitéu bairradino, essa já lá vai. Seja quem seja o “pai” da ementa que agora sacia apetites e gulodices por um manjar de reis - que está ao alcance de todos, felizmente, e nem só em dia de festa... - o que mais interessa é a divulgação e certificação do pitéu que ninguém dispensa, quando se assenta em mesa de Águeda e da Bairrada. 2 - Vale a pena, por elementar justiça, aqui lembrar a direcção da ACOAG, presidida por Gil Abrantes e que, contra as marés e os ventos que sopraram contra Águeda, tiveram o arrojo criativo que abriu e solidificou os alicerces da Feira do Leitão. 3 - A festa vai ser tempo e espaço para desfile de políticos e homens do poder. Trarão eles alguma coisa de novo, e de bom, a Águeda? Ou virão, só, passear-se e mostrar-se? 4 - O Governo português, do alto da sua (in)finita sobranceria e (ir)responsabilidade - e porque parece viver num outro mundo, que não aquele que o povo conhece e sente, ao vivo, quando tem de apertar os cordões à bolsa e o cinto... - decretou mais aumentos: os do gás. Já não bastavam os dos impostos, os do saneamento, da água, da luz, das portagens das auto-estradas e os das SCUT que aí vêm. Queixa-se a Associação Empresarial de Águeda, em nome dos seus associados, e queixa-se o povo - que qualquer dia não tem pão na mesa para dar de comer à família. n CV
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