Incio : Entrevista : Águeda precisa de um mês de festa, com convívio, amizade e bairrismo
Águeda precisa de um mês de festa, com convívio, amizade e bairrismo
Gil Manuel da Costa Abrantes, 52 anos e actual presidente da Assembleia Geral (AG) da Associação Comercial de Águeda, esteve na génese da Festa do Leitão à Bairrada, em 1994. Foi pelas suas mãos, enquanto presidente da direcção da ACOAG, que se realizaram as primeiras oito edições do certame.
Dezasseis anos depois da primeira edição, Gil Abrantes (GA) considera que “o projecto da Festa do Leitão tem potencialidades para dar um salto qualitativo, aditando áreas do sector económico, nomeadamente na área dos vinhos, leitão e espumante, que são a simbiose do paladar perfeito”. SP: Passaram-se 16 anos sobre a denominada 1ª. Mostra de Leitão Assado à Bairrada - Leitão d’Águeda/94, então inaugurada por Gilberto Madail. Ainda se recorda? GA: É óbvio que me recordo, como se fosse hoje! Há peripécias e momentos inesquecíveis, que nos ficam registados para toda a vida, e este evento, foi e será, certamente, um deles, porque marcou um tempo oportuno, necessário, diria mesmo que histórico para Águeda, vindo a confirma-se pelo seu êxito crescente. SP: A polémica em torno da paternidade do certame nunca foi muito bem clarificada. Chegou-se a dizer, recentemente, que foi uma criação do... PSD. Quem é o “pai” da Festa do Leitão? Como é que a iniciativa surgiu? GA: Existem sempre pessoas que têm como hábito conotar os projectos, sejam eles quais forem, a uma ligação político-partidária dos seus líderes, umas vezes porque lhes dá jeito, outras vezes por irreverência, tirando as ilações em função do eventual sucesso ou insucesso dos mesmos. Nessa matéria, sempre estive à vontade. Todos os projectos que liderei fi-los em nome da bandeira do meu concelho, da terra que me viu nascer, que amo, e que tenho a obrigação de lhe dar tudo o que me é possível, sempre sob o lema de servir, num princípio bem conhecido que é “dar de si sem pensar em si”. SP: Mas não esconde a sua convicção social-democrata? GA: É evidente que não. E como não escondo a minha convicção social-democrata, assumo-a em qualquer circunstância, no bem e no mal.Aliás, como já tive oportunidade de o demonstrar, estou perfeitamente liberto de qualquer pensamento menos mal intencionado que porventura alguém terá sempre o direito de fazer. SP: Sejamos directos: o projecto é da ACOAG! GA: O projecto é da ACOAG, associação que tive a honra de presidir, tendo tido o privilégio de trabalhar com uma equipa de grande valor humano e profissional, que não baixou os braços em circunstâncias muito peculiares, juntando um conjunto de sinergias e ideias, onde o capital humano se sobrepôs ao financeiro (que não existia!), colocando-se de pé a primeira realização do evento em 1994. Estávamos cansados de ver os agentes económicos do leitão a serem julgados em tribunal, devido a um conjunto de regras e legislação que não conseguiam cumprir, não tendo o Estado solução para o assunto no momento, e achamos que esta seria uma via de podermos atingir vários objectivos: SP: Por exemplo? GA: A criação de matadouros específicos, a certificação do produto gastronómico e a divulgação turística para a região, criando riqueza, colocando o nome de Águeda através da mesa em todo o país e no estrangeiro. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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