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Aguedense em Inglaterra: Encontrar a felicidade no Reino Unido

por Redacção Soberania em Setembro 01,2010

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Ana Matilde Ramos (AMR) tem 34 anos, nasceu em Águeda e reside, há nove, no coração de Inglaterra, em Londres, onde exerce actividade profissional na área do controlo de crédito internacional.

A jovem aguedense, filha de José Henrique Ramos, diz-se bafejada de felicidade no país de Sua Majestade, pese embora lhe tenha foi diagnosticada, em Junho passado, a doença que a atormentava há cerca de uma década - a endometriose.  
SP: Como é que se processou esta aventura inglesa? O que é que faz em Londres?
AMR: Acabadinha de sair da universidade, há nove anos, voei para Londres com 30Kg de roupa, mas com uma grande bagagem académica, feita na prestigiada Universidade de Aveiro. A minha licenciatura em línguas abriu-me as portas para o mundo do controlo de crédito internacional. Eu nem sabia o que era controlo de crédito, mas ajudar empresas a diminuírem a sua exposição a pagamentos tardios, tornou-se, rapidamente, na minha paixão profissional. E por cá fiquei...
SP: Como é o seu dia-a-dia em Londres?
AMR: Acordo às 7 horas  ao som do primeiro avião do city airport. Depois, uma hora de metro e chego a City, onde o trabalho me espera. Oito horas mais tarde, dependendo do dia, danço ballet clássico, estudo para uma qualificação financeira, convivo com os meus 700 colegas de trabalho e, quando chego a casa, digo contente: Another day, Another dollar!
SP: E que balanço faz destes nove anos de Inglaterra?
AMR: Foram nove anos de luta a preparar a estabilidade que tenho agora a todos os níveis pessoais. Expatriar-me foi a melhor decisão que tomei. Contudo, muito difícil.Começar do zero, a entregar currículos por todo o lado para conseguir o primeiro emprego num pais estrangeiro, foi um grande desafio.

PROBLEMA DE SAÚDE
DIAGNOSTICADO

SP: Entretanto, foi em Inglaterra que lhe diagnosticaram, com exactidão, o problema de saúde que a atormentava há, também, nove anos...
AMR: Sim, em Junho passado fui submetida a uma laparoscopia, no London Independent Hospital, o único meio de diagnosticar esta condição médica. Batalhei com sintomas muito debilitantes desta doença durante nove anos e com diagnósticos errados. A dor pélvica, que é o sintoma mais comum desta doença, é muito enganadora. Frascos e frascos de antibióticos e não havia meio de ficar boa. E muitas viagens a Portugal, para consultas, até ao dia em que um médico ginecologista em Aveiro me disse: “Ana Matilde, ó pá, isso não é um cancro, por isso, não é problema!”. Desanimada, liguei ao seguro da minha empresa e fui vista, no mesmo dia, por um médico honorário no Independent London Hospital (que mais parecia um hotel!).
SP: E depois? VER EDIÇÃO SP IMPRESSA


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