Carlos, o maluco
A cópia da carta chegou-me às mãos e foi enviada por um cidadão a uma conhecida instituição de crédito ao consumo. “À (instituição bancária): Meus caros senhores. Parabéns por terem cedido a minha dívida à (nome de uma instituição financeira); mais uma firma que leva a “boca”. “Ponham-se na bicha, depois do (nome de seis bancos), podem esperar sentados. Qual é a parte que não perceberam que este crédito não é para pagar? Renegociar?! Devem estar doidos. Como é que vou pagar algo que já não me lembro?” “Aliás não tenho dinheiro, o meu carro um Renault Clio de 90 (informação da matrícula!) tem reserva de propriedade e já não o pago há 3 anos. Não trabalho oficialmente, só em firmas de trabalho temporário, como a (nome desta empresa) e como taxista”. “Não tenho morada fixa, agora moro na Rua de (nome da rua, número de porta e andar!) em Lisboa, mas se lá forem a senhora dirá que não me conhece”. “Até arranjei um cartão do Hospital Miguel Bombarda, onde me trato em psiquiatria, sou maluco, como veem não têm por onde me agarrar”. “Não roubei nada, vocês é que me ofereceram dinheiro”. Carlos (assinatura completa) e um número de telemóvel da TMN e um de telefone fixo! O que está a dar é “ser maluco”, disse-me um advogado amigo. “E há quem faça melhor: ao mesmo tempo que faz o negócio do crédito, frequenta consultas de psiquiatria e depois prova que sempre foi maluco!” Maluco mesmo é quem andou por aí a distribuir crédito a torto e a direito! n EC
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