Águeda, o calcanhar de Aquiles
O calcanhar de Aquiles do PS, no quinto ano à frente da Cânara de Águeda, continua a ser a obra por fazer e os argumentos abonatórios para que tal aconteça, começam a não ter consistência. Arrumar a casa, organização dos serviços, participação dos cidadãos, já não justificam a baixa taxa de execução de obras, previstas em Plano de Actividades e na ordem dos 50 %. Concelhos vizinhos estão a inaugurar pólos educativos, instalaram serviços públicos, são notícia nacional de protagonismo regional. Águeda remendou a Rodoviária, melhorou o hall de entrada do Hospital, instalou um motel na linha do Vale do Vouga, em Macinhata. A zona industrial do Casarão não sai dos projectos, o emparcelamento da Várzea espera pelo dinheiro de Bruxelas e a baixa da cidade - outrora o local da reentré do PSD local - acorda nas noites de Verão com o leitão a dez euros e os artistas do costume. A ponte-açude avançará se houver bom tempo, a ex-Junta Nacional dos Vinhos ainda há-de ser outra coisa e a ex-Pensão Santos - comprada em tempo de saldo imobiliário (num excepcional consenso entre PS, PSD e CDS) - irá ainda merecer a opinião dos munícipes e ver para o que é que serve. A Conservatória dos Registos Civil e Predial, com a complacência da autarquia, vão ser instaladas numa rua sem estacionamento e de sentido único; o Tribunal dispersa-se por três edifícios e o pavilhão gimnodesportivo - para a zona envolvente do Estádio Municipal, com projecto elaborado, 1ª. fase de concurso há anos realizado e garantia de enquadramento para comparticipação do Governo Central - adormece em arquivo político municipal. Sozinhos à frente da Câmara de Águeda, os autarcas do PS têm que aparecer depressa com obra em curso, dando um claro sinal de que não querem transformá-la numa loja do cidadão, distribuidora de subsídios e figurando na lista de tudo quanto é convénio. Nos 36 anos do 25 de Abril, o poder local, todos os dias, tem que se reinventar: no discurso e na prática. No que a Águeda diz respeito, é chegada a hora de deixar o discurso na gaveta e pôr a máquina em andamento. Vêm daí, Beatriz! n JNS
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