Postal da Semana: O vício "Magalhães"
A criança explicou que não queria participar mais nos jogos de Internet. Motivo: “Está a tornar-se um vício como o tabaco e quando jogo, as minhas notas baixaram! Agora que deixei de jogar, já subiram de novo!” “Porquê?” “Porque quando jogava, passava o tempo nisso e não estudava nada. Nem na escola, nem na biblioteca! Ninguém me mandou parar! Eu senti, sozinho, que estava a baixar as notas!” Nas bibliotecas públicas, com acesso grátis, as crianças preenchem o tempo nas redes de jogos viciantes e abandonam por completo o estudo. Foi o que esta criança explicou. A atitude da criança é digna de registo. Mas este auto-controlo não parece que seja muito comum. Dá esperança saber que pode ser transmitido a uma criança um sentido de responsabilidade que a afaste de vícios nefastos. Mas sabemos que isso não é fácil, nem comum. Um exemplo de outro educador não é tão feliz: o seu filho havia deixado de comer, de estudar e outras regras básicas, viciado nos jogos on-line! Hoje, não é possível controlar o acesso a vícios e outros malefícios. Proibir não resulta. Castigar não é solução. A única solução válida parece ser a atenção redobrada de todos os educadores e uma educação que consiga criar um sentido elevado de responsabilidade e que afaste as crianças destes e de outros vícios. A era “Magalhães” tem coisas boas. Mas muitas más. O acesso das crianças aos computadores e destes à Internet, é coisa que traz dores de cabeça a qualquer educador. Deve ser por estas e por outras, que na Finlândia (o tal país que elegemos como exemplo na Educação), os professores vigiam as crianças para garantir que não têm consigo acessos à Internet e a jogos viciantes!
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