Que futuro?
Que futuro vamos ter neste país, com o FMI à porta, que é o nosso, que amamos e pelo qual temos o dever e a vontade de lutar?! Olho as gerações que estamos a criar. “Um país pequeno é grande se for grande o seu povo!” Lembro esta frase que li algures, olho as crianças e tento ver nelas o país que vamos ter. Estava eu a vasculhar pela Internet e apareceu-me uma informação, convidando-me a ver se o meu peso correspondia ao ideal. Cliquei. Comentei para a criança de onze anos que estava a meu lado. “Vamos ver o teu também!” Resposta: “Oh! Não é nada disso, essas coisas são para te registares e depois cobram no teu telemóvel um valor todos os meses! E não é fácil deixar isso!” Falava com outra criança de doze anos sobre a Internet. “Tu navegas muito pela internet: não aparecem às vezes indivíduos, bastante mais velhos, a tentar fazer amizade contigo ou com os teus amigos?! São perigosos, não achas?!” “O mais perigoso são os facebook falsos!” “O que é isso?”, perguntei, como se fosse a primeira vez que ouvia falar daquilo. “Não sabes?! São pessoas que se fazem passar por amigos da mesma idade, com fotos falsas e que são perigosas, porque são pessoas velhas, que querem vender droga ou outras coisas!” “Puxa!”, exclamei para mim! Com aquela idade, eu sabia lá proteger-me de truques maldosos e ilusões fáceis! Se o futuro são as crianças, eu, com estes exemplos que vou conhecendo, acredito no futuro do país que estamos a construir! n EC
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