header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Cada qual tem o que merece!…

por Rúben P. Silva em Fevereiro 17,2010

image
Ao ler o último artigo do director da Soberania (mais um dos seus magistrais artigos), referente aos 131 anos de vida deste jornal, não resisti ao impulso de meter o nariz onde não fui chamado. Não somente para o congratular pelo seu bom-senso e recta maneira como trata as coisas, mas também pelo tópico escolhido. E também para confessar que sempre estranhei algo que agora desejo abordar.
A começar por várias perguntas. E não é verdade que as perguntas não ofendem? Mas perguntas verdadeiras.
São as seguintes: Qual a razão porque os cidadãos de Águeda não têm mostrado, ao longo dos anos, qualquer interesse nos assuntos da sua terra? E, melhor ainda, nos interesses do seu país?

Direitos e deveres

Quando foi a última vez, ou a primeira, que vimos um cidadão comum, vulgar de Lineu, mas cônscio dos seus direitos e deveres (os dois pilares da democracia, um não pode existir sem o outro) vir aqui ao jornal expressar os seus sentimentos sobre o que se passa ao seu redor, manifestar a sua satisfação ou a sua repulsa, dizer da sua justiça?
Será que não estão mesmo interessados, reduzindo todas as suas reacções ao resmungar a maldizer a vida, baixinho para que ninguém os ouça, dando, assim, razão a Lord Byron? A sua triste e apagada sina!
Mas, e porque não dizê-lo? também a Soberania tem sido remissa nos seus deveres. E ainda bem que o seu novo director agora veio preencher essa lacuna: a encorajar os jovens, já que os mais maduros parecem ser um grupo etário perdido, a colaborar nas páginas do jornal. É que os jovens são o futuro do país (como toda a gente muito bem sabe), mas que nunca são demasiados todos os esforços para os mentalizar de que eles são a pedra fundamental na preservação das nossas liberdades, dos nossos direitos civis. E que só o seu empenho na prossecussão destes ideais garantirá que nunca mais um cidadão qualquer fique sujeito à prepotência de tiranos. Que todos e cada um, não importa quais as suas ideias, se encontra, no seu dia a dia, absolutamente tranquilos. Sem receio de que, pela calada da noite, portas adentro, venham em sua busca. Para atirarem com ele num qualquer gulague ou campo de concentração.
“Liberdade ou Morte”. Assim se exprimiu Patrick Henry, um dos heróis da sua incipiente pátria.Pelo que tenho lido, Portugal está a saque. A corrupção é geral, endémica. Acabo de ler uma entrevista dada pelo Inspector da PJ Carlos Anjos. Incrível. Portugal não é um país de leis. Portugal é uma abominação. Mas o mais trágico, ainda, é a reacção do seu povo: calado, letárgico. A atingir as raias da estupidez crassa.
Aqui nos Estados Unidos, as maiores batalhas em defesa da democracia, e concomitante liberdade, têm-se travado, ao longo de dois séculos, primeiro nas páginas dos jornais, mais tarde também pelas ondas hertzianas, aos quais se juntaram, no século passado, a televisão e a internet. E agora, digo agora porque é precisamente agora que se está travando uma guerra campal em todo o vasto território americano contra o governo que temos, um governo que entrou há um ano cheio de esperanças, mas que se está tornando num verdadeiro pesadelo. Gastadores perdulários (queixavam-se de que os biliões deficitiários do governo anterior estavam arruinando o país, e eu até lhes dava razão) hoje biliões são soma irrisória. Os triliões são a moda destes neo-comunas. Mas, na sua perspectiva, biliões são uma coisa e triliões são outra e não vamos agora comparar a mer... à agua de cheiro.

Obama de promessas

Mentirosos, passando leis em segredo, os augustos senadores no augusto senado, subornando-se mutuamente. Para passar uma lei que o povo não quer, nem deseja. É um chefe que passa os seus dias viajando, fazendo discursos, prometedor de promessas, dizendo asneiras. Mas, nas últimas três eleições, o povo enviou-lhe uma mensagem. Começando no Estado de Nova Jersey. Depois no da Virgínia e agora no de Massachusetts, o povo, nas urnas, falou alto e bom som: ou os neo-comuns voltam aos valores eternos da nossa sociedade, ou, para o próximo mês de Novembro, quando eles, na sua maioria, terão de fazer face aos eleitores, serão todos postos na rua. Rua, que é sala de cães, como tão ajuizadamente diziam os velhotes do Beco e de Macinhata.
E, de permeio, com todas estas barafundas, corrupção e tudo o mais que se possa considerar vil e asqueroso surge nos horizontes de antanho um raio de luz que, depois de 200 e tal anos passados, ainda ilumina a inteligência humana: os fundadores da democracia americana. Fugidos que foram as prepotenciais da coroa inglesa, perseguidos pelas suas ideias, aqui se refugiaram. Com uma certeza absoluta: o pior inimigo dos cidadãos é seu próprio governo. E tanto a sua Constituição, como a sua Declaração de Independente, espelham essas certezas. E para que o mundo ficasse com a certeza absoluta da que os direitos do cidadão se sobrepunham aos direitos do Estado, publicaram também a “Bill of Rights”: os Direitos do cidadão. E entre esses direitos? O direito de todo o cidadão se armar.

Direito de armar

Para se defender contra os criminosos que então e, agora, mais que nunca, perigavam a sua vida? Sim. Também para isso. Mas muito mais, e especialmente, se defender de um qualquer governo tipo fascista, nazista, comunista. Todos quantos lhes quisessem cercear as suas liberdades. Concedidas, segundo a sua linguagem, pelo Criador. Direitos e liberdades de inspiração divina, e não sujeitas às idiossincracias de um qualquer Fidel Castro ou Hugo Chavez. Ou um qualquer outro ditador de meia tijela.
Uma lídima geração! Um grupo de iluminados sem parar! E vamos nós também, com a ajuda da Soberania, e todos os outros jornais de Portugal, acabar com o velho ditado que tanto nos envergonha: “Cada qual tem o que merece”. n Rúben P. Silva

PS: Ah, desculpem. Já me esquecia. É que devemos acabar também com esse espectáculo degradante que é vermos esses corruptos, certos de que nada lhes acontece. Estão cada vez mais estúpida e criminosamente arrogantes. n RSP

1007 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados