Postal da Semana: O conto do vigário
Quando recebi aquela mensagem, custou-me a crer! O amigo que a enviou é pessoa experiente e muito madura, e não julgo possível que caia em qualquer engodo! Mas a mensagem confundiu-me! Sugeria que a reenviasse para 18 números de telemóvel, para assim ganhar 30 euros! Na primeira oportunidade confrontei este amigo, que, meio-zangado, me respondeu: “Gastei dois euros a enviar as 18 mensagens (0,60 cêntimos cada uma…) e conclui que fui enganado!” O que se passa agora, com os telemóveis, é uma edição moderna do “conto do vigário”! Aquele velho estratagema em que alguém pedia para guardar um maço de notas gordas e, em troca, só precisava de uma nota de valor muito inferior: acontecia que aquele maço “de notas” tinha uma em cima e o resto era papel do mais simples que há! No nosso telemóvel aparece um pouco de tudo, sempre a sugerir o reenvio para vários amigos! O certo é que muitos são os que vão no “conto”! Ora é uma suposta mulher, a quem uma amiga deu o nosso número e quer jantar connosco (e se responder, “ela” mantém conversa com mensagens consecutivas…); ora pede o reenvio para não cortar a “corrente” humana (advertindo para a má-sorte de quem o faça!). Ainda há aquelas mensagens de carácter religioso, aproveitando-se da Fé de pessoas de bem!Quando expliquei a minha versão sobre este nova versão do “conto do vigário”, este meu amigo percebeu que, afinal, não tinha assim tanta razão para estar zangado. Tinha caído no velhíssimo truque: era evidente que não devia ter acreditado que, gastando dois euros, alguém lhe desse trinta, no saldo do telemóvel! Só podia ser coisa de “espertos”! Deu uma valente gargalhada: “Realmente, já tenho idade para ter juízo!”
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