Clube da Venda Nova: A casa do engenheiro vai abaixo ou fica em pé?
O executivo do Clube da Venda Nova convocou uma conferência de imprensa. O motivo era candente e de interesse público. Foram chamados todos os jornais, incluindo os boletins das paróquias, as rádios e os habituais comentadores e críticos dos mentideros. Encheu-se o salão nobre de gente de ouvido atento e com indisfarçável curiosidade, que ia explorando entre murmúrios a causa de tal convite. Todos acomodados, entraram na sala os edis, pela porta do fundo, e ocuparam a mesa que lhes pertence. O Gil Pedalais ficou de pé, apertou o casaco puxando as bandas, fez o gesto de apertar a gravata que não tinha e falou com ar gloriado e triunfante: “É com justificada alegria e orgulho que vos posso anunciar que ganhámos em lutas titânicas, as batalhas da justiça que mais pareciam a Guerra dos 100 anos. Ganhámos a causa que tanto desconforto tem dado às pessoas que amam Águeda. A Casa do Engenheiro vai abaixo, finalmente. Parece não haver mais recurso...”, disse, não sem uma emoçãozinha na alma e um sentigo nó na VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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