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O melanoma maligno

por BEJA SANTOS em Maio 20,2009

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O número de cancros de pele tem vindo a aumentar exponencialmente, nos últimos anos. O melanoma é a sua forma mais agressiva, mas, num estádio precoce, este tumor maligno pode ser tratado sem grandes dificuldades. Contudo, se não for tratado, a tendência será o desenvolvimento de metástases, e, então, o risco pode ser fatal.
Nem todo o cancro de pele é um melanoma. Mas para salvar a pele há medidas preventivas que não devem ser descuradas: exposição solar moderada; desconfiar dos sinais que aumentam de tamanho ou sangram, e consultar, pelo menos uma vez por ano, o dermatologista.
A pele compõe-se de dois tipos de células, as cutâneas e as pigmentares. Enquanto as células cutâneas contribuem para a formação da pele propriamente dita, as pigmentares (ou melanócitos) produzem melanina, o pigmento responsável pelo tom bronzeado da epiderme. Os tumores aparecem, regra geral, nas células cutâneas, mais propriamente nas suas células basais. Nestes casos, o tumor aparece depois dos 50 anos. O melanoma, pelo contrário, desenvolve-se em todas as idades, sobretudo nas zonas expostas ao sol.

PREVENÇÃO

Não estão completamente esclarecidas as causas do melanoma, se bem que os factores que podem aumentar o seu risco estejam identificados (a pessoa já teve melanoma; a hereditariedade; as pessoas que têm pele clara e as que fazem exposições solares irresponsáveis, não só na praia como nos solários).
É muito pequena a percentagem de casos em que o melanoma maligno desaparece espontaneamente, sem antes ter espalhado as metástases. Por isso se recomenda a sua eliminação por via cirúrgica.
A cultura de prevenção passa por saber detectar as características do melanoma e reconhecê-lo, num estado precoce. Podemos pôr algumas questões que abarquem o leque das nossas preocupações e ideias feitas acerca da exposição solar.
Há preconceitos quanto ao facto de toda a exposição solar ser fonte de saúde, o que não é inteiramente verdade: crianças e adultos têm necessidade de luz natural para sintetizar a vitamina D, mas basta um quarto de hora de luz no rosto. Demasiado sol na infância aumenta o risco de cancro de pele na idade adulta.

PROTECTORES SOLARES

Outro preconceito é o da apregoada inocuidade do solário, que emite sobretudo ultravioletas A. No passado, pensava-se que estes eram menos nocivos que os ultravioletas B, e que o banco do solário era menos perigoso que o sol das praias e das montanhas. Porém, como a dose de radiação ultravioleta é proporcionalmente muito mais importante no solário que ao sol, a sua nocividade pode ser equiparada. Todos os ultravioletas contribuem para o envelhecimento da pele.
Sobre o protector solar, também há crenças sem fundamento. Por exemplo, quando se diz que ele é o melhor meio de protecção contra os ultravioletas. Se é verdade que o protector ajuda a prevenir queimaduras, o mais eficaz é evitar o sol nas horas mais escaldantes e cobrir-se com vestuário apropriado.
 É verdade que as pessoas mais bronzeadas estão mais protegidas contra as queimaduras, pois a pele produz não apenas mais melanina, mas torna-se mais espessa sob a influência da radiação ultravioleta. A radiação ultravioleta A provoca um bronzeado rápido mas de curta duração, enquanto a radiação ultravioleta B provoca o espessamento da pele e garante um bronzeado mais lento mas mais duradouro. Deste modo, é também falso dizer-se que uma queimadura é um dano temporário da pele, pois um escaldão pode ter consequências 20 ou 30 anos mais tarde e provocar o envelhecimento prematuro da pele ou até um cancro.

PROTEGER

O mais simples é prevenir e fazer uma exposição solar responsável, tendo em conta os seguintes princípios: evitar a exposição entre as 11 e as 15 horas; seja qual for o tipo de pele, recomenda-se a utilização de um protector que tenha, no mínimo, um índice de 15; as crianças devem estar protegidas com vestuário que lhes cubra os braços e as pernas, devendo ser-lhes aplicado um creme com índice de protecção 25, pelo menos; deve-se aplicar o creme protector cerca de meia hora antes da exposição e a operação deve ser repetida regularmente, depois de tomar banho ou ficar com areia na pele. Quem já teve um melanoma não só teve ter muita prudência na exposição como evitar os solários.

 


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