Em frente...
Em política, os sucessos medem-se pelos resultados. Haverá, porventura, duas ou três excepções a esta regra mas é precisamente por constituírem excepções que formam a regra. Há que reconhecer que, pelo menos até agora, Barak Obama tem conseguido desempenhar a contento o espinhoso cargo para que foi eleito. E se fossem consentidos concursos de avaliação nestas matérias, atrever-me-ia a dizer que, entre Obama e Sarkozy, o norte-americano leva a palma ao francês (até agora) por folgada distância… Sem intuitos exaustivos, acrescentaria que o recém-empossado presidente norte-americano já enfrentou, com coragem e maestria, alguns dos mais difíceis e melindrosos «dossiers» legados pelo antecessor. A saber: crise económica global; ocupação militar do Iraque; negociação com o Irão dos ayatholas; melhoria do relacionamento com a Venezuela de Chavez; expectativa no que respeita à Coreia do Norte; relações cordiais com a Rússia; reaproximação com a China e com a União Europeia. Sem esquecer Cuba, em redor da qual os Estados Unidos mantêm um inconcebível, ineficaz e absurdo bloqueio, vai para qualquer coisa como meio século. Inconcebível, porque não é aceitável que um país - seja ele que tamanho e força possua - se arrogue no direito de cortar os víveres a outro por razões de antagonismo ideológico fazendo passar as maiores privações à população do vizinho que pretende viver à sua maneira. Absurdo, porque se auto-arvora em consciência política do relacionamento internacional, como se não tivesse telhados de vidro a apontar e corrigir. Finalmente, ineficaz, porque muito embora vigore há dezenas de anos nem por isso tem alcançado os objectivos que se propõe atingir. Vamos em frente, Obama.
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