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Angústias e reparos da vida portuguesa

por Luisa (dra) Mello em Maro 27,2009

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Abri o actual livro de cabeceira para uma ou duas horas da satisfação máxima que me dá a leitura daquelas horas da madrugada, dia findo de obrigações, silêncio absoluto, consciência tranquila. À tarde, jornais e revistas; à noite o livro. E a música, tranquilinha, no aparelho de som do quarto, que sem música também não sou gente. Coisas aparentemente banais e até antiquadas… As horas que outros passam a “navegar” na net ou sabe-se lá que mais electrónicas, não podem dar mais felicidade que o meu folhear no papel! Mas nessa noite a angústia roubava-me a concentração. Tinha assistido, salvo erro pela SIC Notícias, a um documentário feito num Centro de Emprego, com entrevistas aqui e ali aos muitos portugueses que aguardavam a vez do atendimento. E o coração apertou-se-me. Não só pela circunstância daquela amostra de tanta gente “posta na rua” em idade de quem é muito velho para trabalhar e muito novo para ir para a reforma… Sobretudo, pelos depoimentos resignados dos que não sabem o que fazer do despero. E pela expressão daqueles olhos de quem caminha no escuro de um enorme túnel de onde se não lobriga a saída. Olhos resignados, tristes. A pronunciarem desistência de quem já nem acredita que a esperança é a última a morrer.
Diálogos do género: “Corto em tudo quanto posso”. Cortar: pão com margarina ao almoço e ao jantar (expressões eufemísticas!…), cevada de manhã…
-Nós, qualquer coisita se arranja; o pior são as crianças!
- Que espero? Nada. E tenho só 39 anos…
- Há gente que se aproveita da crise para despedir trabalhadores…
Resignados. Desistentes. E há - penso eu - gente que se aproveita da crise global, para se encapotar debaixo das culpas que têm na crise no seu próprio país. Que subsidiam negócios pouco transparentes, sem lhes vir à mente aquele velho aforismo do “acabou-se a papa doce; quem comeu lambuzou-se!…”. E muitos se continuam a lambuzar, mesmo ao pé dos que contam os cêntimos para as carcaças do dia. Já faltou mais para a meia-sardinha no pão! Angustio-me. Revolto- -me. Pergunto porque não há melhor apuramento dos parasitas que vivem do rendimento mínimo garantido, quando - não generalizemos! - esse rendimento seria muito mais justo no auxílio aos tantos que querem trabalhar e não PODEM! Se é à esquerda que o Governo vira o leme da governança, cada vez gosto mais de ser de direita. Pelo menos, tenho sensibilidade social. Pelo menos, acho, definitivamente, que dar condições de dignidade humana aos dela desesperançados é bem mais importante que decidir se os homossexuais hão-de ou não casar-se, se vamos regionalizar o país em norte, sul, este e oeste,  se os pequenitos vão obrigatoriamente entrar na pré-escola aos cinco anos, roubando, por escassez de instalações lugar aos de três, quatros anos,  que género de empresas merecem os benefícios de paineis solares…
Pequenas e médias? Não me palpita. E, no entanto seriam essas as mais óbvias merecedoras do obséquio! São a nossa “base de sustentação” económica! Será que estou enganada? O que estou é revoltada com um governo que parece cego para as prioridades!
POLÍTICA RASTEIRA. Agora que o PSD se propõe eleger como seu candidato à autarquia Manuel Castro Azevedo, vem o líder local dos socialistas dizer à imprensa que o seu regresso significa também “o regresso das trafulhices, condenações e é uma brincadeira”. Li este reparo aqui no jornal, pela pena do meu amigo engenheiro Neves dos Santos. Provocação rasteirinha… Será que a absolvição em Tribunal só é válida para os tubarões (tubarões-réus e tubarões advogados), dos grandes julgamentos? Intermináveis também, se calhar para dar tempo à prescrição… Não vamos fazer da nossa terra, onde ao fim e ao cabo todos somos amigos, um campo de batalha político de provocações e chicanices! Quem atirou  a primeira pedra só acertou no alvo da maledicência gratuita.

P.S.: Um dia destes perguntaram-me porque escrevo “magalhães” (computador) com letra minúscula. Porque é um objecto e o nome de objectos é nome comum e, portanto, escrito com minúsculas, assim me ensinaram e assim ensinei. Magalhães como tal escrito, é nome próprio e daí a maiúscula. A não ser que tenha havido acordos sintácticos dos quais não tive conhecimento…

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