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Entrelinhas: Já rufam os tambores eleitorais…

por António Silva em Maro 25,2009

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Já rufam, da guerra, os tambores
Já se ergue a poeira no ar
Congraçam escravos, plebe e doutores
Armam cavaleiros, servos e senhores
Que a peleja vai começar.

Perfilam-se os candidatos às eleições autárquicas: uns conhecidos e já bem definidos. Outros, igualmente conhecidos, mas à espera do momento ideal para darem, publicamente, o sim já garantido aos seus correligionários. E outros, ainda, que representam partidos de implantação reduzida, sempre muito necessários para
agitar as “águas” e animar a rusga eleitoral, mas que, por enquanto, são apenas candidatos a candidatos.
Preparemo-nos para a refrega, porque a luta pelo poleiro, de um só galo, vai ser dura!
No campo da “batalha”, onde tudo se há-de decidir, as hostes dos contendores mais fortes começam a posicionar-se. No centro/esquerda, descontraídos e com um pragmatismo apreciavelmente reconhecido, encontram-se os inquilinos do “alcazar”, detentores do poder, a quererem, justificadamente, pensamos nós, conservá-lo para darem continuidade, até à conclusão dos projectos cor-de-rosa que há quatro anos lhes garantiram a vitória.
 É claro que enquanto as vitórias se conquistam, às vezes só com promessas a revalidação dos títulos, depende, quase sempre, do seu cumprimento, apesar de alguns políticos da praça entenderem que promessas eleitorais não são para cumprir! (sic)
Pois eles que se cuidem, porque já lá vai o tempo do povo andar de olhos vendados e se deixar escravizar à cor do partido. Até eu, que procuro ser fiel aos meus ideais, valorizo muito mais a dignidade dos governantes do que as cores do clube da minha simpatia!
Contudo, sempre que os projectos vão muito para lá das obras de manutenção, como tapar buracos, desentupir esgotos, limpar valetas ou regar jardins, é legítimo dar uma prorrogação ao prazo. Ora, na última campanha eleitoral, os ganhadores puseram a fasquia demasiado alta para o tempo do mandato que lhes foi outorgado pelo voto. Agora, que o tempo urge, temos a cidade em alvoroço, cheia de buracos e de máquinas, num rodopio de causar inveja. Ah…, se assim fosse desde o princípio, o que seria, hoje, a nossa a cidade?!
Deixemo-nos de fantasias e voltemos à realidade:  findo o tempo concedido pelo voto do povo, que é quem mais ordena, ou se concede um alargamento de tempo para a conclusão das obras ou quem vai cortar as fitas são os adversários, que espreitam a oportunidade e tomá-las-ão como suas.  
Os que estão no centro/direita da barricada, esses mesmos, que esperam pela hora do “assalto” ao poder, tudo farão para, na circunstância, fazerem esquecer 30 anos de inércia, andamento lento e ao “ralentim”.
Agora, sedentos da desforra pela derrota sofrida, até à humilhação em 2005, tudo farão para colher os despojos da contenda e fazer deles o troféu da sua vingança.
Nós estamos ansiosos por conhecer a ementa.
Será que ela vai ser igual à dos 30 anos do consulado laranja? Teremos que voltar a comer das mesmas “migas”?
Esperemos para ver!
Mas há mais pelejantes para lá do frente a frente dos “gladiadores” candidatos à coroa de louros. Há os que saltam para a arena para cumprir calendário e que nem sequer pensam na vitória, mas pensam, e bem, utilizar os tempos de antena para, com as suas diatribes, desgastar os candidatos ao poder.
E não deixam de ser muito úteis à sociedade, porque podem bater o pé, reclamar, prometer o sol, a lua e as estrelas, que nada têm a perder porque ninguém lhes vai cobrar nada, simplesmente porque o ceptro, para eles, é uma miragem inatingível. Mas, em campanha eleitoral, aproveitam a oportunidade para se fazerem ouvir e desferirem umas quantas setas venenosas aos que estão na corrida ao trono.
Façam-no bem e bem hajam, porque apesar da retórica, sempre fica alguma coisa dos vossos sermões.
 Por nós, rendemos homenagem à vossa perseverança com a certeza do quão útil é, alguém que não corre o risco de perder o tacho, que não tem,  desassombradamente, ponha o dedo nas velhas feridas e nas novas, nas do passado e nas do presente, para que ninguém pense que elas estão já cicatrizadas e esquecidas, ou sequer, que o povo, para além de humilde, é também estúpido.
Aguardemos as cenas do próximo capítulo.

2009-03-25
- a.a.silva

   


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