Cabo da Boa Esperança
Entramos em 2009. O nosso primeiro-ministro foi claro a avisar que chegamos ao “Cabo das Tormentas”. Pelo menos desta vez não há canto no Mundo que não esteja a viver a maior crise financeira dos tempos modernos. Não estamos sós na tormenta. Se calhar era bem melhor que estivéssemos. Se todos os outros países estivessem de boa saúde, era certo que tínhamos mais facilidade em sair deste verdadeiro cabo dos trabalhos! Assim, como são os mais ricos a estar aparentemente tão mal ou pior que nós, ninguém pode ajudar. Andam todos ao mesmo! Há muito que ouvíamos dizer que a facilidade com que as famílias obtinham empréstimos ia acabar mal. Assim aconteceu. É momento para lembrar Einstein, que lembrava que nas dificuldades estão as oportunidades. Nós, neste rectângulo à beira-mar plantado, temos uma grande tradição de passar os “cabos das tormentas”. Dobrámos o primeiro há mais de quinhentos anos. E a partir daí vivemos da fartura que das Índias trazíamos. Por isso, há que acreditar que o “Cabo das Tormentas” que vai ser 2009, se transforme no “Cabo da Boa Esperança”.
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