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A força da mudança

por Luisa (dra) Mello em Novembro 12,2008

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n Slogan do comício da “rentreé” do PS, muito à moda dos States!… Como já houve ocasião de contar, tive mais que fazer do que assistir passivamente a uma sessão de publicidade enganosa. Só espreitei para ver a sala, muitíssimo bem composta e o slogan, que me encantou. Das duas, uma: ou a mudança vai começar agora, ao fim de quase quatro anos de outras mudanças, nem sempre agradáveis e antes pelo contrário, ou o partido de maioria absoluta do governo se quer antecipar a adversários políticos, na tal força e na tal mudança anunciando-as primeiro. Candeia que vai à frente alumia duas vezes. O “charivari” financeiro internacional tem ajudado Sócrates a chutar para fora: primeiro não havia crise, ora essa que ideia, o barco navegava em águas bonançosas; depois, vamos lá a ver nada de sobressaltos que a coisa compõe-se, finalmente, se ela anda aí, a culpa é dos capitalistas, como se ele próprio, Sócrates, não fosse simpatizante… Como ouvi um dia destes ao dr.  João Salgueiro, “a crise apanhou um doente já muito enfermo”.
n CHAVEZ: O Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, figura de ideias largas e porte atlético, confessa-se grande amigo de Portugal e do seu timoneiro primeiro-ministro. Podia achar mal, mas acho bem. Com aquele senhor, é muito melhor ser amigo que inimigo! Sigam!
n AMÉRICA: Sobre as próximas eleições norte-americanas continuo a não perceber onde me situar. Aqui é que eu gostava de saber qual é a mais benéfica força da mudança. À primeira vista, parece ser Obama. É jovem, é dinâmico, é bem apessoado, é diferente. Como foi Kennedy e talvez por isso tenha acabado mal (o meu preferido foi Reagen, que já não era assim tão jovem mas que entusiasmava…).
Estou com vontade de ver o debate dos vices. A senhora Palin, republicana, consegue dar-me vinte a zero em conservadorismo. É jovem mas está fora de moda. O senhor Biden, democrata, vai ser o meu “study-case”. A ver…
n CANDIDATOS: Vi. Em diferido, mas vi. Não é que a venda me tenha saído totalmente dos olhos mas ficou menos opaca… Uma certeza adquiri: Obama, que é excessivamente refulgente, escolheu um vice acinzentado; Mc Cain, que é mesmo cinzento, escolheu uma vice refulgente. Equilibra… Com a grande crise financeira, ambos os candiatos têm caído para um populismo que não era tão vísivel na primeira parte da campanha, o que não deixa de ser natural. Não é agradável ouvir fazer promessas que “tá-se a ver, não devem passar disso” (para nós é canja: estamos habituadíssimos!) e daí já ter ouvido alguém chamar a Obama “o demagogo da voz meiga”. Do outro lado, o mesmo se deve fazer, só que a voz não é meiga nem é áspera; é um tanto monocórdica. Quer se queira ou não, a América é quem nos pode, ao mundo inteiro, levar para o céu ou para o inferno: venha o “céu”, ainda que seja só o dos pardais; que é como quem diz o que se puder arranjar!…
n LIBERDADES: A coisa está opressiva. Nada que se não possa desanuviar com uma “anedota” digna dos malucos do riso: ainda não há muito tempo morreu uma pessoa dentro de uma esquadra, atingida por quem, pelos vistos, não gostava dela. Nas barbas, nos bigodes, nas caras escanhoadas dos polícias presentes. No dia seguinte, o juiz pôs o atirador em liberdade, apenas com a obrigação, martirizante, de se apresentar às autoridades, pelos vistos pouco autorizadas, com certa regularidade. Consola-me pensar que é o país que se moderniza…
n SUFOCO: Como não sou capitalista, não tenho acções, obrigações ou outras coisas acabadas em “ões”, no mundo da finança tenho andado relativamente calma neste clima de aflição de dinheiros liberais. Pode ser que a corda, por uma vez, rebente pelo lado mais forte… A “gritaria” é que começa a ser difícil de suportar e não deixo de me compadecer com os que amealharam honestamente o que era seu. Deve ser cá um sufoco!… Além de que, pessoalmente os ricos não me façam “impressão nenhuma”; impressão causam-me os pobres! O poeta José Gomes Ferreira deu como título a uma sua obra - “O poeta militante”, qualquer coisa como “Quero suicidar-me por seis meses!. Era capaz de dar jeito… Pode ser que lá para a primavera a coisa tenha tido algum conserto. A esperança é a última a morrer.
P.S. Por circunstâncias de conveniência deste jornal o artigo - e a opinião - têm pelo menos um mês de atraso. Continuo no entanto a subscrever...
n LUISA MELLO 4-10-2008

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