Lar de Agadão nas malhas do Simplex
Trinta utentes para o centro de dia, doze para o centro de noite e trinta para o apoio domiciliário: eram estes os números que o estudo sobre a freguesia serrana de Agadão, realizado pela Segurança Social de Aveiro em 2004, apontavam como justificação à concretização de um lar para a terceira idade, objectivo a que se propõe o Centro Social de Agadão. Fundada em 2003, esta Instituição deu todos os passos que lhe cabia dar: aquisição de terrenos, elaboração e apresentação de projectos à Câmara de Águeda e Ministério do Trabalho e Segurança Social. Pelo caminho e até hoje, reuniões sem conta com a Autarquia, Instituto de Segurança Social de Aveiro, telefonemas e ofícios - documentos arquivados em 3 volumosos dossiers e que testemunham um calvário e um caminho armadilhado de políticas dúbias na solidariedade, no respeito pelos mais velhos, no combate à desertificação. Apresentada por duas vezes a candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), o Governo de Lisboa considerou não ter dinheiro para contemplar a obra do Centro Social de Agadão. Chegados aqui, importaria saber o que pensam o Executivo e Assembleia Municipal de Águeda da rede de equipamentos sociais do concelho, que atenção lhes tem prestado e qual a importância que ela deve ocupar na revisão do Plano Director Municipal (PDM). O processo do Lar do Centro Social de Agadão pode traduzir uma grave desatenção da política autárquica concelhia. E se ela não tiver, já, uma palavra pública sobre isso o modelo de desenvolvimento sustentado da zona serrana estará comprometido. As políticas do poder local não podem só viver da publicitação de enunciados, de concentrações ou eventos sazonais, de ziguezagues ao sabor de lobby’s e calendários eleitorais. Há obras que são prioritárias e ficarão para o futuro, como testemunho de uma política local que não esteve à espera do orçamento de Lisboa para a sua concretização. E é esta a afirmação que se espera de quem foi eleito, na certeza de que a Comunidade não deixará de dizer presente no carinho e apoio a uma obra que prestigiará a política e dignificará uma geração. Não é Beatriz? n JNS
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