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Beckett e o debate do Estado da Nação

por Luisa (dra) Mello em Julho 24,2008

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Samuel Beckett, irlandês que ganhou o Nobel da Literatura em/69 e cuja obra mais conhecida é “À Espera de Godot”, tinha, além do seu valor interínseco como ficcionista e dramaturgo, um grande sentido de humor. Como já aqui houve ocasião de confessar tenho dois envelopes grandes cheios de retalhos das frases mais bem achadas de autores que me são afectos e até de alguns que não são… A propósito do debate do Estado da Nação (coisa que me surpreende que se designe assim em vez do estado deste país que temos…) palpitou-me que Beckett teria dito qualquer coisa apropriada aos políticos que a governam e até às oposições. Procurei. E achei. Se não reparem: “Os moralistas são pessoas que coçam onde os outros têm comichão” (querido Sócrates e parte da comandita!)
“Todos nós nascemos loucos. Alguns permanecem” (Vivam todos, portanto!).
“Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez. Fracasso de novo. Fracassa melhor” (Ministros Mário Lino, Jaime Silva, Manuel Pinho, Maria de Lurdes Rodrigues/Valter Lemos, seu ajudante- Alberto Costa,  os meus parabéns pelos conselhos de tão célebre autor!)
Pois. Aquela bancada do Governo, em dia do debate, era cá uma colecção… A começar pela dupla Dupont e Dupond (lembram-se dos livros do Tim-Tim?) vulgo Sócrates/Pedro Silva Pereira. A diferença mais visível é, ainda assim, que o segundo não tem um nariz tão pinoqueiro como o primeiro e que um usa a risca do cabelo igual da direita para a esquerda e outro vice-versa. No que uma pessoa se põe a reparar em tão alta sessão!…
Confesso que me sentei no meu lugar preferido, pelo conforto e pelo silêncio à volta, que é o meu rico sofá grande da sala, às 15horas em ponto. Também confesso que tirei o som à aparelhagem televisiva, quando do discurso de abertura primo-ministerial. Uma mulher não é de ferro e além disso tenho cá para mim, que gosto muito que me contem histórias, mas não aprecio que me adormeçam - e isto em todos os sentidos. Passei pois à leitura da “Visão”, que me estava em falta. Quando olhei de novo para o écran, já Sócrates estava a dar uma tremenda descompostura a Louçã, que nem sei se a mereceu se não. Às vezes merece; outras nem tanto. Deveria fazer boomerang e voltar ao autor.
Jerónimo esteve contido e não disse “asneira” nenhuma. Com o jovem dos Verdes voltei à Visão. Por poucos minutos, que não tem categoria, penso eu, para muito tempo de “antena”. Por mim, estou farta de transgénicos-eco-chatos e outros que tais; só oiço atentamente alguém da espécime quando têm as ideias bem arrumadas. Normalmente, no “National Geographic”. A minha curiosidade máxima estava voltada para o dr. Paulo Rangel de quem, à pala da tirada de som e leitura interessada, havia perdido a primeira intervenção. Apanhei a última, muito formal, muito do Estado. Uma coisa no entanto me encanitou. Porque se terá ele limitado a remeter à procedência os relatórios de “teres e haveres” que o 1º. Ministro alarvemente satisfeito facultava à sua bancada, sem qualquer “agradecimento” demolidor pelo facto de tal “trunfo” governamental ser dos anos de 2003 e 2004?!…
Deve ter-lhe dado uma branca! Por essas e por outras é que o outro senhor vai pensando que está a gerir uma paróquia de burros!…
l E talvez por isso muito se riu durante a sessão o “primo interpares”! Riu-se de nós ou para nós?!… Poderá o dr. Alberto Costa, ministro da Justiça que a certa altura parecia atacado por um ninho inteiro de  pulgas, levantando-se constantemente, a levar segredinhos a uns e a outros, explicar-nos?
Depois da atenção readquirida (e ainda deu aí para mais de uma hora) comecei a ficar, como se costuma dizer com o rabo em bico: por mais conforto que o sofá oferecesse não tinha posição. A Visão “ fartava-se de rir para mim”. Mais um senhor do PS se preparava para botar faladura. Como disse ao princípio: uma mulher não é de ferro. Desliguei a televisão. Vão lá para a praia e encham-se de moscas!
n LUISA MELLO - 15-10-08
PS: Porque será que depois da nova líder do PSD ter afirmado taxativamente: estamos sem dinheiro!, o nosso Primeiro reverteu do discurso das farturas para o discurso das dificuldades?… Dá-se um bom - bom a quem matar a charada.n LM


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