Águeda, de acordo com a nova Carta Judicial, irá ter um novo Tribunal de Execução. Resta saber, aonde. A notícia foi confirmada a SP pelo presidente Gil Nadais, que não gostou mesmo nada do que encontrou na Câmara, quando assumiu funções: “Falta de rumo e de controlo da actividade interna” da anterior governação, foram exemplos.
Aos que o acusam de falta de “obra nova”, responde com promessas: Parque Empresarial no Casarão, ligação Águeda/Aveiro e 12 milhões prometidos para a limpeza da pateira. Sobre o IMI, prefere o silêncio e assume-se como homem de esquerda, embora contem-porize com a política de José Sócrates. Quanto ao pior momento do mandato, foi o chumbo da Carta Educativa.
E é um homem só, como diz Paulo Matos, presidente da Assembleia Municipal? “Não sou!”, respondeu Gil Nadais. E disse porquê. Mas não disse se se volta a recandidatar.
Gil Nadais afirmou a SP que encontrou “uma Câmara Municipal descredibilizada, sem controlo interno e sem projectos”. Mais, à luz de hoje: “O que falta fazer, são tudo obras… caras”.
SOBERANIA DO POVO (SP): Que tipo de dificuldades encontrou quando assumiu cargo de presidente da Câmara Municipal?
GIL NADAIS (GN): De vá-rio tipo: dificuldades financeiras, inexistência de projectos e de estratégia que viesse definida com algumas linhas para a autarquia, por exemplo. As convulsões do mandato anterior, levaram a que a Câmara não tivesse um rumo.
SP: Houve, depois, o caso das senhas de gasolina…
GN: Havia muita falta de controlo da sua actividade interna. Fizemos um trabalho, que foi muito grande, em termos de controlo interno e de organização da autarquia. Em dois anos, a Câmara foi certificada em termos de qualidade e um exemplo a nível nacional de organização administrativa e de ter instalado um sistema de contabilidade de custos. Foi um trabalho de grande intensidade, que permitiu controlar muito mais a actividade interna da Câmara.
SP: E a situação financeira?
GN: Se juntarmos a isto, os fundos comunitários esgotados, podemos concluir, que houve um enorme trabalho de preparação e dotação da Câmara dos mecanismos necessários e de rotinas, que permitem encarar com à vontade, os desafios comunitários.
SP: Quais foram, até hoje, as suas maiores frustrações?
GN: As frustrações acontecem no dia-a-dia, mas os grandes projectos estão em andamento. Sempre entendi que este mandato seria bastante complicado.
SP: Não haverá, como diz o PSD, falta de “obra nova”?
GN: Obviamente, que aquilo a que damos mais valor é à credibilidade da autarquia. Se houve um trabalho que foi feito, foi o da credibilização da Câmara. Diminuímos o passivo e somos parceiros credíveis dos nossos fornecedores.
SP: Qual é o actual prazo médio de pagamento aos fornecedores?
GN: Em conta-corrente, são 60 dias, contra os anteriores 180 dias.
SP: Continuando…
GN: Não podíamos continuar com uma situação de sufoco financeiro, como o que existia até então. Tudo o que falta ao concelho são obras caras, como parques empresariais, centros de arte, pavilhões, requalificação da cidade e do concelho. Do que está a ser feito, estou-me a lembrar da Biblioteca Municipal, que foi paga pelo actual executivo, tendo o seu projecto começado, quando eu era o vereador do pelouro da Cultura, antes de 1997. Se queremos dar o “salto em frente”, é preciso condições. Foi nisso que apostámos.
SP: Qual foi o momento mais difícil da sua governação?
GN: O momento mais difícil, foi o “chumbo” político da Carta Educativa, pelo atraso que trouxe para o concelho.
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