Política: Gil Nadais censura denúncias do PSD
O presidente da Câmara Municipal de Águeda reagiu às denúncias da concelhia local do PSD, dizendo “lamentar a falta de sentido institucional e cívico dos protagonistas da conferência de imprensa”. E contra-ataca: “É censurável que seja privilegiada a disseminação do rumor em detrimento do esclarecimento da verdade e da transparência dos actos”.
Gil Nadais referiu que “as relações entre a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia têm sido dificultadas pela pressão constante das estruturas do PSD, procurando que os presidentes das Juntas de Freguesia votem contra e estejam em permanente oposição a tudo o que a Câmara faz ou propõe”. “Para repor a verdade, somos obrigados a desmentir categoricamente o PSD: A Câmara Municipal de Águeda não cortou relações com qualquer Junta de Freguesia”, garantiu o líder do executivo, na reacção às acusações dos social-democratas.
OPÇÕES DE OBRAS
O presidente, em relação às opções de obras municipais, considera que “o PSD deixou um legado negativo aos aguedenses” e lembrou a ideia manifestada por Artur Rosa Pires, da Universidade de Aveiro, aquando da elaboração do Plano Estratégico, que considerou que “Águeda é uma cidade agressiva”. “É a esta agressividade que vamos por termo”, promete Gil Nadais. O presidente, no comunicado, desmonta a ideia de que as obras só estão a ser feitas na cidade, lembrando “os centros escolares em Macinhata, Fermentelos, Borralha, Recardães e Barrô; o parque empresarial, que abrange Aguada de Cima, Borralha e Belazaima; e de muitas outras obras mais pequenas, desde percursos a pavimentações, que todos os dias são feitos nas freguesias”.
PARQUE EMPRESARIAL
Gil Nadais diz que “o PSD não se tem de preocupar com a situação financeira da autarquia”, já que, “quando iniciámos o mandato, os prazos de pagamento eram superiores a 700 dias, sendo actualmente de 26”. As denúncias do PSD relativamente à aquisição de terrenos para o Parque Empresarial do Casarão também não passaram sem resposta: “Não podemos deixar de notar o quanto desconfortável é para o PSD a obra que está em curso e até compreendemos, já que a prometeram durante 30 anos e não cumpriram”. “Todos sabem que a maioria das áreas dos prédios inscritos na matriz predial das Finanças não está correcta, pelo que, para a aquisição de qualquer prédio, o que a Câmara Municipal faz é executar um levantamento topográfico rigoroso e pagar a área determinada, independentemente das áreas inscritas matricialmente”, explicou.
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