Boialvo: Incendiário com pena suspensa
Marco Quintas pode agradecer à sua pouca idade e ao frágil perfil psicológico, a benevolência da decisão. Três anos e 8 meses de pena suspensa e mil euros de indemnização aos proprietários lesados pelos dois incêndios deflagrados, foi a decisão.
Foi provado que, na noite de 14 para 15 de Agosto de 2005, Marco Quintas, então com 22 anos, conduzindo uma viatura da marca Peugeot, em hora não referenciada, numa zona de Moínho do Pisco, em Boialvo, pegou fogo a um terreno, andou mais cerca de mil metros e, perto de Pedreira, ateou novo fogo. O juíz considerou que o âmbito da pena teria uma moldura de três a dez anos. Como facto agravante, considerou que o arguido actuou em plena consciência dos seus actos e sabedor dos prejuízos que poderia causar, entre outros. Como atenuantes, considerou que Marco Quintas confessou o crime, era muito jovem, que tinha dificuldade em controlar os seus impulsos, em antecipar as consequências das suas acções e uma relacção problemática com o pai. Foi condenado a três anos e oito meses de prisão, com pena suspensa, indemnização aos proprietários lesados e a acompanhamento psicológico.
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