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A Cruz Vermelha e a violência

por César Marques em Maio 19,2010

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A violência é um comportamento agressivo e anti-social, que causa dano a outra pessoa, serviço ou objecto. A violência não é um impulso primitivo e tão pouco é uma patologia.
Este comportamento agressivo, segundo alguns estudiosos e investigadores, surge espontaneamente em crianças, entre os dois e três anos de idade, podendo nos adultos surgir devido a causas diversas, mas muito próximas a traumas sofridos, acompanhados de depressão e stress.
A auto-flagelação, mutilação ou suicídio, sendo comportamentos violentos, não são considerados como tal, mas, antes, a demonstração de crenças ou actos tresloucados.
Sendo a violência um comportamento bastante abrangente, as formas mais comuns pelas quais as conhecemos, embora não avaliadas em todas as culturas de forma igual, são a violência verbal, física, psicológica, familiar ou doméstica, urbana, urbanística, desportiva, política, infantil, escolar (bullying), cultural, da natureza e outras, como sendo a discriminação e a pobreza.
A Cruz Vermelha Internacional nasceu da preocupação de prevenir o sofrimento humano, de proteger a vida e a saúde e o respeito e compreensão pela pessoa humana, como se constata num dos seus principais princípios (humanismo). Logo, é contra a violência.
A Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa tudo tem feito, e faz, para minimizar a violência, criando serviços de socorro e de acção social, com respostas prontas de apoio à violência física (serviço permanente de ambulâncias), violência psicológica (equipa de apoio psicossocial), violência doméstica (ligação à linha de emergência social 144), violência infantil escolar (ateliês de desenvolvimento de competências para jovens dos 12 aos 16 anos), violência contra a pobreza e exclusão social (gabinete de atendimento e acompanhamento social).
A Delegação de Águeda da CVP, em suma, desenvolve a sua acção apoiada nos princípios fundamentais da Cruz Vermelha, com serviços de apoio aos cidadãos, pugnando pela paz e bem estar entre os homens, NÃO À VIOLÊNCIA.

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