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Clube da Venda Nova: Estou a pensar nessa casa para um hotal de charme

por Redacção Soberania em Junho 18,2008

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O  actual o movimento de aproveitamento do próprio rio e das margens, aí está - à semelhança do que acontece em todas as cidades banhadas por rios. Em Águeda, surgiu um movimento, por impulso do Clube, que tem como objectivo a requalificação da bacia hidrográfica do rio. Mobilizados os meios materiais e o engenho de sábios, reuniram-se as sinergias e estudos apurados:
“Antes de mais, temos que limpar o leito do rio e desmatar as margens, que já quase não se vêem”, dizia o Pedalais, em conferência com outros políticos e especialistas, designadamente urbanistas, paisagistas, um jardineiro francês diplomado, poetas como o Brás dos Kiwis, a Emília Amarelo, o Catula e o Fausto da Conservatória.
“De seguida... - acrescentou... -  vamos aproveitar o que há de bom. Por exemplo, temos um local idílico, cheio de romantismo que tem inspirado muitos poetas…
“O Cais das Laranjeiras, não é?”, Interrompeu o Brás dos Kiwis. “Já escrevi mais de 30 poemas sentado naquele muro. E aqui o Catula, também lá recitou o Cântico Negro, de José Régio…”.
“Sim, mas há mais - continuou a Excelsa da Corga - por exemplo, o belo edifício camarário do Centro de Canoagem que, desgraçadamente, está abandonado; ou a Fonte do Botaréu e a antiga casa da Junta Nacional dos Vinhos, que um iluminado quis transformar num local de venda de hortaliças…”.
“Parece que é de manter essa construção, dava ali um restaurante, uma boite ou uma casa de chá!...”, disse o Jorge Enfermeiro.
“Não, eu estou a pensar nessa casa para um hotel de charme, com grandes varandas para o rio, suítes presidenciais e uma marina!”,  respondeu a Excelsa, arrebatada.
“Uma marina não pode ser, porque o rio não é navegável”,  proferiu a Arquitecta Mar e Lenha. “Para isso acontecer, tem que se abrir um canal largo, e com alguma profundidade, pelo menos para barcos de calado médio. Fazia-se um transvaze, como fizeram no Suez e no Panamá ,e que ligue Águeda à Ria de Aveiro…
“Isso é bem pensado, mas custa muito dinheiro”, ponderou o Pedalais.
“Custa algum.. -  voltou a Mar e Lenha - mas, por um lado, o Governo ajuda financeiramente a abrir o rego e o Clube terá o retorno quando começarem a vir turistas árabes, americanos e do Zimbabué, com aqueles grandes iates”.
“E o resto do rio, fica seco?”, perguntou o Brás.
“Nada disso - respondeu a Mar e Lenha - tapava-se em Requeixo e na zona do Casaínho povoa-se com crocodilos, que até se podem aproveitar mais tarde para fazer sapatos, e lá mais para baixo faziam-se viveiros de salmões e trutas, ou mesmo de rodovalhos e robalos, nem que seja preciso pôr uns sacos de sal na água do rio, para ficar salgada!”.
“Então se é assim, está bem!...”, concluiu o Catula.
- Nas margens vamos permitir a construção de restaurantes e bares - disse o Pedalais - mas para não haver melindres entre os hoteleiros, vamos pôr os lugares a concurso…
- Acho bem, acho bem - disse o Brás, rodando as calças na cintura - se não o Pintaínho ainda se zanga com o Óscar do Ribeirão! E seria uma chatice!...!.


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