SP 8525
Queixam-se os agricultores que sobem os custos dos combustíveis e baixam os preços de produção. Isto é: aumentam os custos e diminui a receita. Assim, vão à falência, fecham portas e caminharemos todos, alegremente, para a... fome. 1- Não são só os agricultores, os portugueses do pior quinhão, a queixar-se. São também outras actividades profissionais - olhem a luta dos pescadores... . e mesmo os funcionários públicos, que estão de salários congelados há anos e mesmo quando lhes deram 1,5% de “rebuçados”, logo lhe aplicaram taxa IRS de igual valor. 2 - O país está assim: numa encruzilhada, dividido entre a verdade de um governo que continua a pregar milhões e milhões de investimentos e a pobreza e a fome que todos conhecemos - nalguns casos bem perto da nossa soleira. 3 - Meia centena de famílias de Águeda vai ter os salários “desabonados” de 1/6, por ordens judiciais. Não conseguem pagar as dívidas. Imagine-se o leitor receber menos 15 contos por mês, de um salário de menos de 90! Há dramas à nossa volta que nem toda a boa solidariedade de instituições e pessoas consegue resolver. Os carros são um luxo que vai... acabar! O magro salário não dá para tudo: para a casa e o pão, a farmácia e a educação, o vestir e o calçar. E esqueça-se muita gente das férias, dos telemóveis novos, da renovação do guarda-roupa e da ida ao cinema. Há prestações a pagar! 4 - A habitação é outro drama: os construtores não vendem e algumas famílias já não podem honrar os seus compromissos com a banca, arriscando-se a ficar sem lar. Mais de uma centena de casos já se arrastam pelos tribunais, depois de moras vencidas e prestações não honradas. O salário mínimo que os portugueses ganham, ou pouco mais, não dá para tudo. 5 - Nem tudo são dramas. Águeda, segundo dados de Abril, tem menos desempregados. Actualmente, são 1259. Menos 419 que no mesmo mês de 2007 e menos 523 que em 2006. Não é a melhor coisa do mundo, é verdade, mas há situações bem piores.
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