Incio : Política : GOVERNANTE APELIDADO DE "GAROTITO" E ADJECTIVADO DE "TRAFULHA"
GOVERNANTE APELIDADO DE "GAROTITO" E ADJECTIVADO DE "TRAFULHA"
O Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues, foi adjectivado de “trafulha” e apelidado de “garotito”, no decorrer da Assembleia Municipal de Águeda de Águeda (AMA), realizada na quinta-feira, 30 de Abril, e que foi, pela primeira vez, transmitida em directo, via internet.As acusações surgiram no período de antes da Ordem do Dia, altura em que foram discutidas duas moções do grupo municipal do Partido Socialista (PS), sobre a “fuga” do Juízo de Grande Instância Cível para Anadia e sobre o anúncio de construção da ligação de Águeda a Aveiro e alargamento do IC2 entre Coimbra e Oliveira de Azeméis (ver caixa).REFINADO TRAFULHA“O senhor Secretário de Estado é um refinado trafulha”, referiu António Martins ( CDS PP), logo secundado por Armando Ferreira (PS) nas críticas: “Este Secretário de Estado deve chamar-se Rodrigues “Garotito””. “Ele, se fosse homem, devia demitir-se”, defendeu o eleito da bancada socialista na AMA.A moção do PS motivou reacções dispares do Grupo Municipal do PSD, com Hilário Santos a mostrar-se “defraudado” e a exortar o executivo municipal a “cerrar fileiras”, ao passo que Antunes de Almeida considerou que o documento era “uma forma encapotada de salvar o Governo”.José Manuel Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Aguada de Cima, defendeu que o Primeiro Ministro “devia era mandá-lo (a Conde Rodrigues) para a rua!” e deixou no ar duas questões: “Quem deu a volta a isto? Não terá sido o presidente da Câmara Municipal de Anadia?”.MOÇÃO APROVADAA moção socialista foi aprovada por maioria, com dois votos contra (Antunes de Almeida, do PSD, e Amílcar Dias, PJF de Fermentelos, ambos do PSD), e visa “apoiar a posição de protesto” tomada por Gil Nadais num passado recente, em dura missiva dirigida ao Secretário de Estado Adjunto e da Justiça.O documento considera que Conde Rodrigues teve um comportamento “deselegante” e revelou “pouca ética”. “A posição tomada e a forma como o foi, desprestigiam o membro do Governo e, consequentemente, os actos políticos, tornando mais frágil a democracia”, conclui a moção defendida por José Vidal (PS).NADAIS EM SILÊNCIO O presidente da Câmara Municipal remeteu-se ao silêncio sobre a questão relativa ao Juízo de Grande Instância Cível. “Tenho que ficar calado e esperar”, revelou Gil Nadais.A moção, aprovada em sede de AM, vai ser remetida ao Primeiro-Ministro, ao Ministro da Justiça, ao Secretário de Estado Adjunto e da Justiça e à comunicação social.
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