A deslocação de Os Serranos a Bourges (França) foi verdadeiramente uma missão. Para além de representar o universo dos grupos federados em Portugal, pediu-se a apresentação de espectáculos temáticos e demonstradores da nova escola que reforça a autenticidade e a profundidade do espectáculo do folclore e, tudo isto, exigindo muita disponibilidade dos elementos e grande esforço organizativo da colectividade. E a missão foi cumprida. Domingo da despedida da comunidade portuguesa em Bourges, já tocavam doze badaladas na catedral gótica, quando António Garcia não deixou dúvidas quando falou, emocionado, através do microfone do autocarro: «Oo vosso esforço tem um sorriso e contagia o nosso entusiasmo. Vocês fizeram mais pela cultura portuguesa e pela sua presença nesta terra, em apenas dois dias, do que alguns embaixadores que passam dez anos em França.” A organização geral do evento foi do Centro Franco Português de Bourges, liderado por José Santos, por atribuição do Conselho Técnico Regional da Federação do Folclore Português em França, contando com a dinamização pessoal de alguns conselheiros, tal como António Garcia, natural de Estarreja e desde há muitos anos um dos mais influentes mentores do aparecimento e do reforço do folclore representativo na comunidade portuguesa em França. O local escolhido, o Palácio d’ Auron, oferece condições técnicas invulgares e a sua capacidade permitiu acolher cerca de 3000 espectadores nos dois dias do festival.
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