OS PERSONA NON GRATA DA ASSEMBLEIA
Numa altura em que o país e a sua classe política já discutem as alterações à legislação autárquica, procurando um novo modelo de composição dos orgãos do poder local - Câmara, Assembleia Municipal, Juntas e Assembleias de Freguesia - faz todo o sentido que a Assembleia Municipal de Águeda tenha sobre isso uma opinião e, nomeadamente, se os presidentes de Junta - como até agora acontece - devem, por direito próprio, continuar a nela participar, discutindo e votando os planos e orçamentos municipais. Ou se, pelo contrário, devam disso ser afastados, acompanhando uma eventual alteração à lei autárquica que, nesse sentido, venha a ser aprovada. Em Águeda e na última reunião deste órgão, uma inocente moção apresentada pelo autarca de Espinhel, defendendo a continuidade dos presidentes de Junta como membros de pleno direito neste órgão, gerou, por certo, o momento mais negro e negativo da sua história, trazendo ao de cima a sua debilitada credibilidade e mostrando, injustamente, que os Presidentes de Junta só têm servido, nestes dois anos, para aprovar - quase na linha de água - os planos e orçamentos apresentados pela Câmara do dr. Gil Nadais. E os 24 votos não favoráveis a esta moção traduzem o modo aligeirado como a questão foi debatida, criando para o exterior a imagem de que os presidentes de Junta só sabem de atestados de residência e ir de chapéu na mão ao vereador do pelouro pedir água para o fontenário. A Assembleia Municipal de Águeda tudo devia ter feito para conseguir uma posição política de unanimidade sobre os presidentes de Junta, pelo reconhecimento do seu trabalho e pela importância da sua acção e conhecimento no desenvolvimento do concelho. Infelizmente, isso não aconteceu e de hoje em diante bem podem considerar-se personas non gratas naquele areópago municipal. E agora, Beatriz ? n JNS
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