CASA CAMOSSA FECHOU PORTAS AO FIM DE 208 ANOS DE NEGÓCIOS
A Casa Camossa, na Praça da República, em Águeda, fechou portas no dia 31 de Dezembro. Foi fundada em 1800, ia completar 208 anos em Junho próximo.
Eugénio Vitor Ribeiro de Oliveira, de 51 anos, foi um dos sócios-gerentes da Casa Camossa, o último, e confidenciou a SP que o fecho se deveu “às grandes superfícies, que estão a aniquilar o comércio tradicional”. “Em Dezembro, fui a Aveiro e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas de Águeda que encontrei numa dessas grandes superfícies”, acrescentou Eugénio Vitor. Natural de Castro Daire, chegou a Águeda no dia 9 de Julho de 1973, pela mão do tio, Constantino Pires de Oliveira. “Vim numa automotora azul, muito pequena, que vinha cheia de passageiros”, recordou Eugénio Vitor. “Era tanta carga, que a meio caminho a automotora avariou, motivando que o resto da viagem tivesse sido feito em autocarro”, acrescentou a SP. “Tinha 16 anos quando cheguei a Águeda e já levo 35 desta terra, que adoptei como minha!”, disse a SP, acrescentando que “inicialmente, fiquei algum tempo a residir na Pensão Hugo, junto à estação da CP, e só mais tarde é que o meu tio alugou uma casa na rua Engº. Júlio Portela, onde então passei a viver com ele”. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
2642 vezes lido
|