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AINDA O ANIVERSÁRIO DA SOBERANIA

por António Silva em Janeiro 23,2008

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Não tínhamos a intenção de falar mais deste assunto, até porque quem, este ano, assistiu às comemorações do aniversário SP, e foram muitos, testemunhou e partilhou da alegria que se viveu naquele dia simples, mas cheio de significado e sobre o qual já se fizeram suficientes comentários.  
Dizemos simples, mas agradável quanto baste, para que os
funcionários, administradores e restantes corpos sociais, os accionistas, colaboradores, correspondentes e amigos, todos sorvessem a
atmosfera límpida e saudável que, actualmente, se vive na
Soberania do Povo.
Pensávamos nós que se tinha dito tudo sobre a matéria e eis que surgem as “dores de parto”, àqueles que gosta-riam de assistir, não à festa, mas ao funeral. E com que felicidade o fariam, pelo desejo de contemplar o desmo-ronar da centenária SOBERANIA e, para além de poderem transformar o festim em cerimónias fúnebres, consumariam o acto com fogo de artifício.
A vingança do amor enciumado! Ciúme que, levado ao extremo,  tem sempre consequências imprevisíveis, já que é nesse estado de alma que acontecem muitas crises passionais: “Já que não és minha, também não serás do outro!
Consideramos doentia esta forma de pensar e agir e ignoramos, em absoluto, esse género de emoções.
Os falsos pergaminhos, já ninguém os reconhece e o melhor é  aceitar a realidade dos desenganos que a vida tem e com que nos vai presenteando. Agora todo o mundo tem os olhos bem abertos e já não há fantasias que escondam as nossas mazelas. O melhor é aceitar a penitência e, humildemente, assumir as culpas. Nada acontece por acaso!
 A perfeição não existe e nós não somos exemplo de nada, mas não tomamos lições de qualquer um. Preferimos seguir os ensinamentos de quem nos legou o nome e nos soprou aos ouvidos, vezes sem conta, códigos de conduta sempre actuais e válidos para ricos e para pobres.
Era assim que dizia: “Honra
sempre a tua assinatura e
nunca faças apropriações
indevidas. Fica com o que te pertencer, mas não deixes de dar
a César o  que é de César. Paga
a jorna a quem trabalha e não negues às viúvas os seus
direitos. E, no final da jornada, dormirás, tranquilo, o sono dos justos”.

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