AZAR, OU…
Todos os dias encontramos notícias alarmantes sobre desemprego. Se estamos à mesa do café, quase que nos sentimos na obrigação de deixar um valor para ajudar a pagar a despesa de alguns, que não têm a sorte de ter emprego. Mas, ao olharmos para as montras dos cafés é usual ver uns papéis a pedir empregados, para isto e para aquilo. Há dias, olhei para dois papéis colocados numa montra de café, lado a lado: um, pedia empregados indiferenciados, isto é, sem habilitações especializadas; o outro era o de um cidadão a pedir trabalho, em qualquer ramo. Comentei de imediato: “que grande azar tiveram as duas pessoas! Se a sorte tivesse estado do lado deles, tinham-se encontrado quando colocavam os respectivos anúncios”. Há mesmo pessoas com azar, não há?! Ou será outra coisa qualquer?! Lembro a história daquele empregador, que se dirigiu a uma manifestação que protestava contra o desemprego, oferecendo a um dos manifestantes um emprego adequado. A resposta terá sido imediata: “Porquê eu?! Estão aqui tantos!...” n EC
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